<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Advaita Vedanta &#187; Ensinamentos</title>
	<atom:link href="http://advaita.com.br/categoria/ensinamentos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://advaita.com.br</link>
	<description>A visão não Dual</description>
	<lastBuildDate>Sun, 20 May 2012 07:46:16 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
		<item>
		<title>Maha Yoga &#8211; Parte V</title>
		<link>http://advaita.com.br/2012/05/20/maha-yoga-parte-v/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2012/05/20/maha-yoga-parte-v/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 May 2012 07:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ramana Maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[apegos]]></category>
		<category><![CDATA[autocontrole]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[buda]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[cura]]></category>
		<category><![CDATA[desapego]]></category>
		<category><![CDATA[deus]]></category>
		<category><![CDATA[dificuldades]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[entrega]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[luz]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[milagres]]></category>
		<category><![CDATA[mooji]]></category>
		<category><![CDATA[moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[nisargadatta]]></category>
		<category><![CDATA[papaji]]></category>
		<category><![CDATA[poder]]></category>
		<category><![CDATA[progresso]]></category>
		<category><![CDATA[ramana maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>
		<category><![CDATA[renúncia]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[Ser]]></category>
		<category><![CDATA[sonho]]></category>
		<category><![CDATA[sono]]></category>
		<category><![CDATA[upanishads]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1809</guid>
		<description><![CDATA[A Maha Yoga de Sri Ramana Parte V Os trechos a seguir foram retirados do Capítulo XII do livro Maha Yoga, que já foi traduzido pelo Prof. Hermógenes e publicado no Brazil na década de 1950. Fizemos uma nova tradução do texto e há possibilidade de publicação neste ano (2011). Os trechos abaixo são provenientes da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br />
</code></p>
<h1 style="text-align: center;">A Maha Yoga de Sri Ramana</h1>
<h3 style="text-align: center;">Parte V</h3>
<p><code><br />
</code></p>
<p><code></code><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/06/maha_yoga.jpg"><img class="aligncenter" title="maha_yoga" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/06/maha_yoga.jpg" alt="" width="175" height="272" /></a><code></code></p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Os trechos a seguir foram retirados do Capítulo XII do livro Maha Yoga, que já foi traduzido pelo Prof. Hermógenes e publicado no Brazil na década de 1950. Fizemos uma nova tradução do texto e há possibilidade de publicação neste ano (2011). Os trechos abaixo são provenientes da nova tradução. Em negrito são os subtítulos colocados pelo autor (K. Lakshmana Sarma) e, entre aspas (e em itálico), os ensinamentos do Maharshi. Esta é a parte final da série &#8220;A Maha Yoga de Sri Ramana&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: center;">*************************************************************************</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RESPOSTA A UM PRAGMATISTA:</strong> Pergunta: “Se todos os homens renunciarem o mundo, quem lavrará a terra e fará a colheita?” Resposta: “<em>Realize o Ser Verdadeiro e então verá por si mesmo.</em>” Essa é uma resposta geral para todas as questões semelhantes a esta.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SENSAÇÃO DE DIFICULDADE. </strong>“<em>Um método nos parecerá fácil ou difícil, conforme o tenhamos praticado antes ou não.</em>”</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>AOS NIVELADORES.</strong> “A forma mais segura de se atingir a perfeita igualdade é ir dormir!”<a title="" href="#_ftn1">[1]</a></p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONTROLE DE NASCIMENTO <em>VERSUS</em> MORALIDADE.</strong> Pergunta: “O controle de nascimento é nocivo à moralidade?<a title="" href="#_ftn2">[2]</a>” Resposta: “<em>O </em>Maha Bharata<em> diz que quanto mais se cede ao desejo, mais insaciável ele se tornará.</em>”</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SOBRE PROGREDIR OU RETROCEDER.</strong> Alguns observaram que é fácil ir para frente, mas impossível retroceder. O Sábio diz: “Não importa quão longe vamos, estamos sempre onde sempre estamos. Onde está o ir para frente ou ir para trás? O <em>Isa Upanishad </em>(verso 5) diz: ‘Ele está longe e também está perto’.”</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>UTILIZAÇÃO DE PODER DIVINO PARA CURAR DOENÇAS, ETC.</strong> “<em>Não há necessidade de ‘ingerir’ poder divino para qualquer finalidade. Já está dentro de você. Ele é você.</em>”</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>COMPARAÇÃO ENTRE A VIGÍLIA E O SONHO.</strong> “<em>O mundo dos sonhos interessa ao sonhador porque ele julga que é uma realidade objetiva, fora de si mesmo e diferente de si. O homem desperto se interessa pelo seu mundo de vigília pela mesma razão. Se, pela experiência do Eu Real, ele chegar a saber que o mundo não passa de uma formação mental, deixara de interessar-se por ele.</em>”</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EXISTE O MUNDO?</strong><em> </em>“<em>Há uma diferença entre a declaração de que o mundo existe e a declaração de que ele é real</em>”, afirma o Sábio. A segunda declaração não contradiz a afirmação aparentemente contrária, de que o mundo é irreal, enquanto que a primeira o faz. O homem completamente ignorante confunde a Substância – a Realidade que sustenta a aparência do mundo – e a aparência, e toma essa mistura como sendo real. Os discípulos do Sábio sabem que têm de separar a aparência da Substância, e compreender que apenas a Substância é real, e o resto é ilusão.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOMES DE DEUS. </strong>“<em>Assim como você responde pelo seu nome, embora não houvesse nome algum escrito na sua testa ao nascer, da mesma forma Deus responde quando Seu nome é pronunciado pelo devoto, apesar de Ele realmente ser sem nome</em>.”</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RENÚNCIA AOS LAÇOS FAMILIARES:</strong> “<em>No sono você não estava consciente da sua família. E você é o mesmo ser agora. Mas agora você tem consciência da família, sente que ela o prende, e deseja renunciar os laços. Por acaso os membros da ‘sua’ família o prendem a eles, ou é você que se prende a eles? Basta que você renuncie ao pensamento ‘Esta é minha família’. Os pensamentos mudam, mas </em>você<em> não. Mantenha-se no Eu que não muda. Para isso, não precisa fazer com que a mente deixe de pensar. Simplesmente lembre-se apenas da Fonte dos pensamentos e seriamente se empenhe em encontrá-La.</em>”</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>AUTOENTREGA:</strong> “<em>Quanto mais nos entregamos, mais o nosso ambiente melhora e maior também é a nossa força para trabalhar.</em>” Isso Bhagavan disse a alguém engajado em atividades de independência nacional [da Índia].</p>
<p style="text-align: justify;">“<em>As escrituras têm valor apenas enquanto a pessoa não se volta para o interior, na Busca do Ser. Logo que isso é feito, tudo o que aprendeu é esquecido e perdido.</em>”</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>APODERAR-SE DO MUNDO.</strong> “<em>Sendo o mundo uma simples sombra do Ser, é impossível conhecê-lo corretamente ou apoderar-se dele. Uma criança tenta tocar a cabeça de sua própria sombra, mas não o consegue, porque quando se move a cabeça da sua sombra também se movimenta. A mãe, então, coloca a mão da criança na cabeça desta, assim lhe mostrando que a cabeça da sombra foi tocada. Igualmente, só poderemos nos apoderar do mundo ou conhecê-lo corretamente se mergulharmos no Ser</em>.”</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SOBRE SER FIRME E NÃO AFETADO POR NADA.</strong> Criticando o ponto de vista que diz “Sou como uma espuma no Oceano da Consciência”, Ramana Maharshi disse: “<em>Tal pensamento é a raiz de todas as preocupações, devendo ser abandonado. O Ser é o Oceano; o mundo e as almas são as espumas nele. Se você souber disso e se lembrar disso constantemente, então será firme e estará isento de dúvidas e preocupações. Esta verdade é confirmada quando se mergulha no Coração através da Busca [Quem sou eu?]. Mas, mesmo sem esse mergulho, somos Aquilo e nada mais do que Aquilo. As ideias de interior e exterior só podem surgir enquanto o ver correto não for aceito e a ele não aderirmos. Diz-se ao amante da Libertação que mergulhe no seu interior, porque ele confunde a alma individual, que não existe, com o Ser, que é infinito e inclui tudo que se vê. Aquele que compreende isso não desejará nada, mas estará sempre satisfeito. Mesmo antes que se mergulhe dentro de si, o Ser É experienciado. Ninguém pede negar que existe; aquela Existência é a Consciência do Ser. Você não pode fazer perguntas a menos que exista. Portanto, você </em>tem<em> consciência de si mesmo. O fruto de seus esforços para alcançar a Verdade do Ser é exatamente livrar-se dos seus erros atuais. Não haverá uma ‘Realização’ nova.”</em></p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O SER É LUZ.</strong> “<em>Para se conhecer um objeto é preciso uma luz comum que vença a escuridão. Para se conhecer o Ser é preciso uma Luz que ilumine tanto a luz quanto a escuridão, mas que em si não é nem luz nem escuridão. Chama-se isto de Luz porque por Seu intermédio é que a claridade e a escuridão são conhecidas. Esta Luz é o próprio Ser, a Consciência Infinita, da qual ninguém está inconsciente. Ninguém é um </em>Ajnani<em>, um não-conhecedor do Ser; mas como não sabem disso, os homens desejam se tornar um </em>Jnani [Iluminado]<em>.</em>”</p>
<div style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> Essa frase enigmática aparece na versão original do livro, sem que se tenha conseguido compreender sua inserção. Possivelmente ela faz sentido em certo contexto, como resposta (possivelmente brincalhona) do Bhagavan a alguma pergunta incomum. Tal contexto, contudo, não foi apresentado pelo autor “WHO”. De qualquer forma, está relacionada ao ensinamento geral do Maharshi de que no estado de sono, quando não há mente, não há quaisquer diferenças. [N.T.]</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref2">[2]</a> Essa pergunta deve ser compreendida dentro do contexto dos ideais morais e espirituais da religião indiana, entre os quais se encontram a moderação e, mais elevadamente, o abandono dos desejos [<em>nirasa</em>, <em>vairagya</em>]. Ou seja, por trás dessa pergunta há possivelmente a presunção de que o “controle da natalidade” (questão social relevante na Índia) – ou seja, a utilização de métodos anticoncepcionais – pode ser uma forma de contornar uma “fraqueza moral”, qual seja, a falta de comedimento nas relações sexuais. Bhagavan em sua resposta parece reforçar o ideal espiritual da necessidade de ir além dos desejos, o que pode ser interpretado como uma confirmação de que se tal verdade for compreendida e vivida, não haverá necessidade de controle de natalidade. [N.T.]</p>
<p><code><br />
</code></p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2012/05/20/maha-yoga-parte-v/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Permaneça com seu Ser &#8211; Parte III</title>
		<link>http://advaita.com.br/2012/03/13/permaneca-com-seu-ser-parte-iii/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2012/03/13/permaneca-com-seu-ser-parte-iii/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 10:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nisargadatta Maharaj]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[devoção]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[ensinamento]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[nisargadatta]]></category>
		<category><![CDATA[prazer]]></category>
		<category><![CDATA[prisão]]></category>
		<category><![CDATA[problemas]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1799</guid>
		<description><![CDATA[Trechos do livro "Eu Sou Aquilo" de Sri Nisargadatta Maharaj que tratam da prática espiritual.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br />
</code></p>
<h1 style="text-align: center;">Permaneça com seu Ser</h1>
<h3 style="text-align: center;"><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Maharaj-staring.jpg"><br />
</a>Parte III</h3>
<p><code><br />
</code></p>
<h3><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Maharaj-staring.jpg"><img class="aligncenter" title="Maharaj staring" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Maharaj-staring.jpg" alt="" width="340" height="400" /></a></h3>
<div></div>
<p><span style="font-family: monospace;"><br />
</span></p>
<p>Este é o terceiro post da série <em>Permaneça com seu Ser</em>. Veja o <a href="http://advaita.com.br/2011/02/20/permaneca-com-seu-ser/">primeiro</a> e <a href="http://advaita.com.br/2011/03/27/permaneca-com-seu-ser-parte-ii/" target="_blank">segundo</a>.</p>
<p style="text-align: center;">************************************************************************</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Não é a adoração de uma pessoa (<em>guru</em>) que é o crucial, mas a seriedade e profundidade de sua devoção à tarefa. Lembre-se, indague, pondere, viva-a,  ame-a, cresça nela, faça-a sua – a palavra de seu Guru, externo ou interno.</p>
<p style="text-align: justify;">Traga tudo para dentro e você conquistará tudo. Eu fazia isso. Todo o meu tempo era devotado ao meu Guru e ao que ele me disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando você está interessado na verdade, na realidade, deve questionar tudo, mesmo a sua própria vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Ter sempre seu Guru no coração e lembrar-se de suas instruções – isto é ser fiel à verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">A ilusão de ser corpo-mente está aí apenas porque não é investigada. A não investigação é a fina linha sobre a qual todos os estados da mente são alinhavados. Todos os estados da mente, todos os nomes e formas da existência têm suas raízes na não inquirição, na não investigação, na imaginação e na credulidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando estamos absorvidos em outras coisas, no não-Ser, esquecemos do Ser.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sadhana</em> (prática) consiste em lembrar a si mesmo obrigatoriamente da própria pura existência, de não ser nada em particular, nem uma soma de particulares, nem mesmo a totalidade dos particulares que formam o universo.</p>
<p style="text-align: justify;">Apego é escravidão, desapego é liberdade. Necessitar é escravizar-se.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquele estado imóvel, que não é afetado pelo nascimento e morte de um corpo ou de uma mente – aquele estado você deve perceber.</p>
<p style="text-align: justify;">Deixe de lado seus desejos e medos, dê sua total atenção ao sujeito, aquele que está por trás da experiência do desejo e do medo. Pergunte: Quem deseja? Deixa cada desejo levá-lo de volta a você mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">O desejo de encontrar o Eu será certamente realizado, desde que você não queira mais nada. Mas você deve ser honesto consigo mesmo e realmente não desejar mais coisa alguma. Se, neste meio tempo, você desejar muitas outras coisas e estiver engajado em consegui-las, seu principal propósito pode ser adiado até que você fique mais sábio e cesse de ficar dividido entre necessidades contraditórias.</p>
<p style="text-align: justify;">Seja qual for o trabalho que você tenha assumido – complete-o. Não comece novas tarefas, a menos que seja chamado por uma situação concreta de sofrimento e de alívio do sofrimento. Encontre-se primeiro e infinitas bênção se seguirão. Não há lucro maior para o mundo do que o abandono do lucro. O homem que não pensa mais em termos de perdas e ganhos é verdadeiramente o homem não violento, pois ele está além de todo conflito.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando você tiver entendido que toda a existência, na separação e limitação, é dolorosa, e quando você quiser e for capaz de viver integralmente, em unidade com toda a vida enquanto puro ser, você estará além da necessidade de ajuda.</p>
<p style="text-align: justify;">O fim da dor não está no prazer. Quando você percebe que está além tanto da dor quanto do prazer, distante e inatacável, então a luta pela felicidade cessa e a tristeza resultante também. Pois a dor anseia pelo prazer e o prazer termina em dor, incessantemente.</p>
<p style="text-align: justify;">O que é nascimento e morte a não ser o começo e o fim de uma sequência de eventos na consciência? Por causa da idéia de separação e limitação eles são dolorosos. O alivio momentâneo da dor chamamos prazer – e construímos castelos no ar, na esperança de um prazer sem fim, a que chamamos de felicidade. Tudo isto é mal entendido e mal utilizado. Acorde, vá além, viva realmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Desassocie o seu ser deste corpo de nascimento e morte e todos os seus problemas serão resolvidos. Eles existem porque você acredita que nasceu para morrer. Liberte-se da ilusão e seja livre. Você não é uma pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Apenas olhe e lembre-se: o que quer que você perceba não é você, nem é seu. Aquilo está lá no campo da consciência, mas você não é o campo e seus conteúdos, nem mesmo o conhecedor do campo. Simplesmente olhe para qualquer coisa que aconteça e saiba que você está além disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo o que você precisa fazer é parar de considerar-se como estando dentro do campo da consciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Não desperdice energia e tempo em arrependimentos. Aprenda com os seus erros e não os repita.</p>
<p style="text-align: justify;">O corpo existe no tempo e no espaço, transitório e limitado, enquanto que seu morador é infinito, eterno e a tudo permeia. Identificar um com o outro é um erro doloroso e a causa de um sofrimento sem fim.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que brincar com as idéias? Contente-se com o que você tem certeza. E a única coisa da qual você pode ter certeza é “Eu sou”. Fique com isto e rejeite todo o resto. Isto é Yoga.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2012/03/13/permaneca-com-seu-ser-parte-iii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maha Yoga &#8211; Parte IV</title>
		<link>http://advaita.com.br/2012/01/24/maha-yoga-parte-iv/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2012/01/24/maha-yoga-parte-iv/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 03:11:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ramana Maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[brahmacharya]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[controle da mente]]></category>
		<category><![CDATA[corpo são]]></category>
		<category><![CDATA[dvaita]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[êxtase]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[heroísmo]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[jejum]]></category>
		<category><![CDATA[karma]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[ramana maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[rei]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[sábio]]></category>
		<category><![CDATA[samadhi]]></category>
		<category><![CDATA[testemunha]]></category>
		<category><![CDATA[upanishads]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1786</guid>
		<description><![CDATA[Trechos de ensinamentos de Sri Ramana Maharshi tirados do livro Maha Yoga.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<h1 style="text-align: center;">A Maha Yoga de Sri Ramana</h1>
<h3 style="text-align: center;">Parte IV</h3>
<p><code><br />
</code></p>
<p><code> </code> <a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/06/maha_yoga.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1727" title="maha_yoga" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/06/maha_yoga.jpg" alt="" width="175" height="272" /></a> <code> </code></p>
<p style="text-align: justify;">Os trechos a seguir foram retirados do Capítulo XII do livro Maha Yoga, que já foi traduzido pelo Prof. Hermógenes e publicado no Brazil na década de 1950. Fizemos uma nova tradução do texto e há possibilidade de publicação neste ano (2011). Os trechos abaixo são provenientes da nova tradução. Em negrito são os subtítulos colocados pelo autor (K. Lakshmana Sarma) e, entre aspas (e em itálico), os ensinamentos do Maharshi.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: center;">*************************************************************************</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>DEVEMOS CONDENAR O DVAITA?</strong> “Dvaita<a title="" href="#_ftn1"><em><strong>[1]</strong></em></a><em> consiste em (erroneamente) identificar o Ser como o não ser. </em>Advaita<em> é deixar de fazer isso.</em>”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>HEROÍSMO.</strong> “<em>Quando o eu surge, torna-se ele mesmo o sujeito e o objeto. Quando o eu não surge (enquanto ego) não há sujeito nem objeto. Para o discípulo maduro, nada mais precisa ser dito. Sabendo isso, ele volta sua mente para o interior, afastando-a de tudo que é externo. Para poder fazê-lo, deve-se ser um herói (Dhira). Mas, que heroísmo é necessário para encontrar a Si mesmo? ‘Dhi’ significa mente e ‘ra’ quer dizer evitar que as energias mentais se desgastem em correntes de pensamentos. Quem pode deter o fluxo dos pensamentos e voltar a mente para o seu íntimo é um Dhira.</em>”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>AUMENTO DE CONHECIMENTO RELATIVO. </strong>Quando alguém quis saber sobre suas vidas passadas, o Sábio disse: “<em>Mesmo com o conhecimento da vida presente você não é feliz. O conhecimento de suas vidas passadas só aumentará sua infelicidade. Todo esse conhecimento é apenas uma carga para a mente.</em>”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O SER É A TESTEMUNHA?</strong><em> </em>“<em>A ideia do Ser como uma Testemunha está na mente. Pode ser útil para auxiliar a aquietar a agitação mental, mas não é a Verdade absoluta do Ser. A testemunha está relacionada à coisa testemunhada, Tanto a testemunha como a coisa testemunhada são criações mentais.”</em></p>
<p>“<em>Ausência de Ego, Amor, o Espírito Santo e o Espírito, são todos os nomes de uma única coisa: o Ser.</em>”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>FELICIDADE</strong>. “<em>Buscar a felicidade enquanto identificando o Ser com o corpo é como tentar atravessar um rio nas costas de um crocodilo. Quando o ego surge, a mente se separa da Fonte, o Ser, e fica inquieta, como uma pedra atirada no ar, ou como as águas de um rio. Quando a pedra ou o rio atingem o seu lugar de origem – o chão ou o oceano, respectivamente – elas cessam o movimento. Assim, também a mente descansa e é feliz quando retorna à Fonte e Nela repousa. Como a pedra e o rio voltam infalivelmente ao ponto de partida, assim também a mente inevitavelmente retornará – algum dia – à sua Fonte.</em>” Dessa forma, existe a promessa de que todos alcançarão a Meta.</p>
<p>“<em>Felicidade é a sua própria Natureza. Portanto, não é errado desejá-la. O que é errado é procurá-la externamente, porque ela está dentro de você.</em>”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SAMADHI E ÊXTASE.</strong> “<em>No </em>Samadhi<em> em si há apenas a Paz perfeita. O êxtase advém quando a mente revive com o término do </em>Samadhi<em>, com a lembrança da Paz do </em>Samadhi<em>. Na devoção o êxtase é anterior. Manifesta-se por meio de lágrimas de alegria, pelos cabelos ficarem em pé, e pela voz vacilante. Quando o ego finalmente morre e se alcança o </em>Sahaja<em>, esses sintomas e os êxtases cessam. Não há êxtase ao despertar do sono, porque </em>Samadhi<em> é sono no estado de vigília.</em>”</p>
<p>“<em>Buda estava interessado apenas em instruir seus discípulos em como alcançar a Felicidade permanente. Recusava-se a responder a perguntas – que se baseavam na ignorância dos interlocutores – sobre Deus e outros assuntos. Por isso foi depreciado como niilista, </em>sunyavadi<em>.</em>”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O SÁBIO QUE DIRIGIA UM REINO.</strong> Pergunta: “Como pôde Janaka dirigir seu Reino, sendo um Iluminado?” Resposta: “<em>Janaka fez essa pergunta? Ela não surge no Estado do Conhecimento Correto. Só surge na ignorância.</em>” O interlocutor: “Provavelmente ele considerava suas atividades como um sonho.” O Sábio: “<em>Essa explicação também está na ignorância.</em>”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PURIFICAÇÃO DA MENTE.</strong> “A Experiência do Ser (<em>Jnana</em>) por si só purificará a mente.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ANIQUILAÇÃO DO KARMA.</strong> “<em>Quanto mais se poda uma planta, mais ela cresce. Igualmente, quanto mais se procura aniquilar o Karma, mais ele aumenta. Você deve procurar </em>a raiz do Karma<em>, o ego, e destruí-la.</em>”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SOBRE BRAHMACHARYA.</strong> “Brahmacharya<em> (abstinência sexual) não pode ser estabelecida por simples força de vontade. O verdadeiro </em>Brahmacharya<em> não é externo. É viver em </em>Brahman<em>, a Realidade. Alcançada esta, o outro virá por si só.</em>”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MENTE SÃ, EM CORPO SÃO.</strong> “<em>Se você continuar com a ideia de que a saúde do corpo é necessária à saúde da mente, não haverá fim para o cuidado com o corpo.</em>”</p>
<p>A ideia dos <em>Hatha-Yogis </em>de preparar o corpo para a prática dos métodos para alcançar a Libertação, fazendo-o durar por tempo incrivelmente longo, é ridícula. Justificam-na comparando o corpo a uma tela, que tem de ser preparada para ser pintada. O Sábio Ramana disse: “<em>O que é a tela e o que é a pintura? O Ser é a tela, e o corpo e o mundo são a pintura. E o que precisamos para conscientizarmo-nos do Ser é apagar a pintura.<a title="" href="#_ftn2"><strong>[2]</strong></a></em>” Dessa forma, o <em>Hatha Yoga </em>não é necessário ao discípulo <em>maduro</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>CONTROLE DA MENTE.</strong> “<em>Para acalmar os incessantes movimentos da tromba do elefante, o condutor lhe dá uma corrente pesada para segurar. Assim também, para controlar a divagação da mente, devemos ocupá-la da melhor forma possível; caso contrário ela se envolverá em alguma tarefa inconveniente. A melhor de todas as ocupações a dar à mente é engajá-la na busca de sua própria Fonte. A segunda melhor é a meditação ou o </em>japa<em>.</em>”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>JEJUM PARA O PROGRESSO ESPIRITUAL.</strong> “<em>O jejum deve ser essencialmente mental. A simples abstinência de alimentos não trará proveitos – isso até mesmo transtornará a mente. O progresso espiritual vem mais pelo controle da alimentação. Mas, se durante um mês de jejum, a perspectiva espiritual for mantida, então em cerca de dez dias após o jejum ser quebrado (se corretamente quebrado e seguido de alimentação criteriosa) a mente tornar-se-á pura e uniforme, e assim permanecerá.</em>”</p>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> Filosofia de interpretação do Vedanta (a parte final dos Vedas, onde se encontram os Upanishads) que postula uma dualidade essencial.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref2">[2]</a> Ou seja, voltar a mente para dentro, para o Ser (Pura Consciência), quando então não mais será percebida a existência de um corpo ou mundo como algo real, exterior, com existência própria. [N.T.]</p>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2012/01/24/maha-yoga-parte-iv/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aplicativos para iPhone e iPad com ensinamentos Advaita</title>
		<link>http://advaita.com.br/2011/08/23/ensinamentos-no-ipad-e-iphoncom-ensinamentos-advaita/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2011/08/23/ensinamentos-no-ipad-e-iphoncom-ensinamentos-advaita/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 01:25:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Mooji]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ramana Maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[advaita]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[ipad]]></category>
		<category><![CDATA[iphone]]></category>
		<category><![CDATA[maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[mooji]]></category>
		<category><![CDATA[nisargadatta]]></category>
		<category><![CDATA[papaji]]></category>
		<category><![CDATA[ramana]]></category>
		<category><![CDATA[upanishads]]></category>
		<category><![CDATA[vedas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1752</guid>
		<description><![CDATA[Notícia sobre o lançamento de aplicativos para iPhone e iPad com ensinamentos de Sri Ramana Maharshi, em parceria com iKoan Mobile Development (www.ikoan.net).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br/></code></p>
<p><code><br/></code></p>
<h1></h1>
<h1 style="text-align: center;">Ensinamentos Advaita na era digital</h1>
<p><code><br/></code></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/08/iphone4_v_IMG_4837.png"><img class="size-large wp-image-1754 aligncenter" title="iphone4_v_IMG_4837" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/08/iphone4_v_IMG_4837-614x1024.png" alt="" width="176" height="295" /></a><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/08/iphone4_v_IMG_4839.png"><img class="aligncenter" title="iphone4_v_IMG_4839" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/08/iphone4_v_IMG_4839-614x1024.png" alt="" width="176" height="295" /></a><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/08/iphone4_v_IMG_4843.png"><img class="aligncenter" title="iphone4_v_IMG_4843" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/08/iphone4_v_IMG_4843-614x1024.png" alt="" width="176" height="295" /></a></p>
<p><code><br/></code></p>
<p style="text-align: justify;">É com prazer que anunciamos que, em parceria com a iKoan Mobile Development (<a href="http://www.ikoan.net/">www.ikoan.net</a> e @iKoanDev), foi desenvolvido o primeiro aplicativo para iPhone e iPad com ensinamentos e fotos do mestre Ramana Maharshi. São trezentas citações-ensinamentos do mestre e 28 fotos, sempre na palma da sua mão, para você buscar inspiração a qualquer momento do seu dia.</p>
<p style="text-align: justify;">O aplicativo chama-se<em> iRamana Quotes</em> e pode ser baixado na App Store no iTunes do seu computador, ou diretamente no seu iPhone ou iPad, pelo preço de USD 2,99.</p>
<p style="text-align: justify;">Em breve serão lançados outros aplicativos de ensinamentos Advaita nesse novo meio digital &#8211; que tanto cresce -, entre eles de frases do Ashtavakra Gita, Avadhuta Gita, bem como de ensinamentos do Mooji e Nisargadatta Maharaj, todos em parceria com a <a href="http://www.ikoan.net" target="_blank">iKoan</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Link do aplicativo no iTunes: <a href="http://itunes.apple.com/app/iramana-quotes/id455693939?mt=8">http://itunes.apple.com/app/iramana-quotes/id455693939?mt=8</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Vídeo do aplicativo: <a href="http://www.youtube.com/ikoandev" target="_blank">www.youtube.com/ikoandev</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você tem sugestões para outros aplicativos, ou já tem ensinamentos selecionados para a formação de futuros aplicativos, mande-nos um email (<a href="mailto:omniraj@gmail.com">omniraj@gmail.com</a>).</p>
<p><code><br/></code></p>
<p><code><br/></code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2011/08/23/ensinamentos-no-ipad-e-iphoncom-ensinamentos-advaita/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mooji em Portugal</title>
		<link>http://advaita.com.br/2011/08/01/mooji-em-portugal-2/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2011/08/01/mooji-em-portugal-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 02:46:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mooji]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[buda]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[mooji]]></category>
		<category><![CDATA[nisargadatta]]></category>
		<category><![CDATA[papaji]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ramana maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[upanishads]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1744</guid>
		<description><![CDATA[Notícias sobre a mudança de Mooji para Portugal e a construção do futuro Centro de Satsangs em São Martinho das Amoreiras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: center;">Monte Sahaja &#8211; Mooji em Portugal</h2>
<p><code><br />
</code></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Moojis-place-in-Portugal-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1709" title="Mooji's place in Portugal 2" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Moojis-place-in-Portugal-2-1024x681.jpg" alt="" width="491" height="327" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p>Agora é oficial, então podemos falar <img src='http://advaita.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Há alguns anos Mooji já estava sentindo que era o momento de se mudar de Londres, mas não havia ainda sentido um chamado para nenhum lugar em específico. Isso mudou quando visitou Portugal, em 2010, onde ele viu uma oportunidade de compartilhar Satsangs em um lugar mais calmo, na natureza, e mais acessível a todos, em termos de custos. No segundo semestre do ano passado (2010) Mooji comprou um pedaço de terra em um vilarejo em Portugal.</p>
<p>Os planos do mestre é a médio-prazo construir um Centro de Satsangs, no qual haverá Satsangs e retiros regularmente. Haverá um grupo de buscadores vivendo lá com ele, bem como hospedagem para os participantes do retiro. Contudo, <strong>por enquanto ainda não há infra-estrutura lá,  nem Satsangs, e a terra ainda está recém sendo preparada para construção.</strong> Não há, pois, como visitá-lo lá na terra neste momento.</p>
<p>Foi criado um novo site sobre o projeto, <strong>Monte Sahaja</strong>, em que vocês podem acompanhar passo a passo as condições da terra e quaisquer notícias relacionadas: <a title="Monte Sahaja" href="www.moojiportugal.org" target="_blank">www.moojiportugal.org</a>.</p>
<p>Não há previsão de quando haverá possibilidade de receber pessoas. Se você deseja contribuir financeiramente com o projeto, ou pode oferecer conselhos técnicos ao grupo do Mooji nas áreas de engenharia e arquitetura, envie um email para <a href="mailto:moojibrasil@gmail.com">moojibrasil@gmail.com</a>.</p>
<p>Estando o Mooji e seu grupo agora focado na preparação do futuro Centro de Satsangs, não há planos de o Mooji viajar para nenhum país neste ano. Quanto aos Satsangs na Índia, a notícia é que os Satsangs abertos deverão ocorrer normalmente em Janeiro de 2012; contudo, no email que recebemos do site oficial consta que provavelmente não haverá o Retiro Silencioso de dezembro.</p>
<p>A futura mudança permanente de Mooji para Portugal é uma grande notícia para os buscadores brasileiros, tornando seus Satsangs mais acessíveis do ponto de vista financeiro, e também em relação à barreira da língua (lá deverá sempre haver tradução simultânea). A viagem para Portugal é mais barata, e brasileiro não precisa de visto para turismo (graças ao Acordo Bilateral firmado entre Brasil e Portugal, e vigente desde 11/09/2003). Além disso, certamente os custos de se manter lá são muito menores que os de Londres. <img src='http://advaita.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p>***********************************************************************</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sites úteis:</strong></p>
<p>Embaixada do Brasil em Lisboa: <a href="www.embaixadadobrasil.pt" target="_blank">www.embaixadadobrasil.pt</a></p>
<p>Consulado-Geral do Brasil em Lisboa: <a href="www.consulado-brasil.pt">www.consulado-brasil.pt</a></p>
<p>Embaixada de Portugal no Brasil: <a href="www.embaixadadeportugal.org.br" target="_blank">www.embaixadadeportugal.org.br</a></p>
<p>Consulado-Geral de Portugal em São Paulo: <a href="www.consuladoportugalsp.org.br" target="_blank">www.consuladoportugalsp.org.br</a></p>
<p><a href="http://www.sef.pt/portal/v10/PT/aspx/legislacao/legislacao_detalhe.aspx?id_linha=4656#0" target="_blank">Estatuto de Igualdade</a></p>
<p>Alto Comissariado português para Imigração e Diálogo Intercultural: <a href="http://www.acidi.gov.pt/" target="_blank">http://www.acidi.gov.pt/</a></p>
<p>Portal da Casa do Brasil em Lisboa: <a href="http://www.casadobrasil.info/" target="_blank">http://www.casadobrasil.info/</a></p>
<p><code><br />
</code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2011/08/01/mooji-em-portugal-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maha Yoga &#8211; Parte III</title>
		<link>http://advaita.com.br/2011/06/19/maha-yoga-parte-iii/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2011/06/19/maha-yoga-parte-iii/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 Jun 2011 20:26:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ramana Maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[buda]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[devoção]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[oriente]]></category>
		<category><![CDATA[ramana maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
		<category><![CDATA[religiões]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[upanishads]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1725</guid>
		<description><![CDATA[Trechos de ensinamentos de Sri Ramana Maharshi tirados do livro Maha Yoga.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code> </code></p>
<h1 style="text-align: center;">A Maha Yoga de Sri Ramana</h1>
<h3 style="text-align: center;">Parte III</h3>
<p><code> </code> <a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/06/maha_yoga.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1727" title="maha_yoga" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/06/maha_yoga.jpg" alt="" width="175" height="272" /></a> <code> </code></p>
<p style="text-align: justify;">Os trechos a seguir foram retirados do Capítulo XII do livro Maha Yoga, que já foi traduzido pelo Prof. Hermógenes e publicado no Brazil na década de 1950. Fizemos uma nova tradução do texto e há possibilidade de publicação neste ano (2011). Os trechos abaixo são provenientes da nova tradução. Em negrito são os subtítulos colocados pelo autor (K. Lakshmana Sarma) e, entre aspas (e em itálico), os ensinamentos do Maharshi.</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: center;">*************************************************************************</p>
<p><code> </code></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O CORAÇÃO.</strong> “<em>Não há necessidade de saber onde o Coração está e o que Ele é. Ele desempenhará seu papel se você se empenhar na Busca do Ser.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>INTELECTO.</strong> “<em>O intelecto não pode deixar de imaginar o Ser como tendo o tamanho e a forma do corpo.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MENTE.</strong> “<em>A mente é como a lua, e a luz de sua consciência provém do Ser, que, assim, se assemelha ao Sol. Portanto, quando o Ser começa a brilhar, a mente torna-se inútil, tal como a lua durante o dia.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>AUXÍLIO AOS OUTROS.</strong> “<em>O Sábio auxilia o mundo simplesmente por ser o Ser Real. O melhor meio de servir ao mundo é alcançar o Estado sem ego.</em>” Em outra ocasião disse: “<em>Se você está ansioso por auxiliar o mundo, mas pensa que não poderá fazê-lo alcançando o Estado sem ego, então entregue a Deus todos os problemas do mundo, junto com os seus.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VISÃO DA FORMA CÓSMICA DE DEUS TIDA POR ARJUNA.</strong><a href="#_ftn1">[1]</a> “<em>Sri Krishna disse a Arjuna: ‘Não tenho forma e transcendo todos os mundos.’ Contudo, mostrou a Arjuna sua ‘forma cósmica’. Arjuna vê a si mesmo, os deuses e todos os mundos dentro dela. Krishna também disse: ‘Nem os deuses nem os homens podem Me ver’. E, apesar disso, Arjuna vê Sua forma. Krishna diz: ‘Eu sou o Tempo’. O Tempo tem forma? Novamente, se o universo fosse realmente Sua forma, deveria ser uno e imutável. Por que diz ele a Arjuna: ‘Veja em Mim tudo que você quiser ver’? A resposta é que a visão era mental – de acordo com os desejos do contemplador. Portanto, não deve ser interpretada literalmente. Não era uma visão de acordo com a Verdade de Deus. Chamam-na ‘visão divina’. Contudo, cada um a pinta de acordo com seus próprios pontos de vista. E também há um observador na visão! Se um hipnotizador lhe mostra algo, você diz que é truque, mas isso você diz que é divino! Por que essa diferença? Krishna deu a Arjuna o olho divino (</em>divya chakshus<em>) e não o Olho da Sabedoria (janana chaksus), o Olho que é Pura Consciência e que não tem visões. Nada que é visto é real</em>.”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A AÇÃO DO YOGA E A RENÚNCIA DA AÇÃO.</strong> (<em>Karma-Yoga</em> e <em>Karma-Sannyasa</em>). Quando certa vez perguntado a respeito, o Maharshi não respondeu imediatamente, mas dirigiu-se à floresta da montanha<a href="#_ftn2">[2]</a>, seguido pelo interlocutor, e tirou dois galhos de uma árvore. Talhou-os, transformando-os em bengalas, e deu uma ao interlocutor e a outra a alguém mais. Depois disse: “<em>A confecção das bengalas é </em>Karma-Yoga<em> e a doação delas é </em>Karma-Sannyasa”. O Sábio não as fez para si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O CENTRO ESPIRITUAL</strong><em> </em>não é geográfico. Inclui todos os homens. Tanto as forças destrutivas como construtivas pertencem a Ele.</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONCILIAÇÃO DAS DOUTRINAS DE SANKARA E RAMANUJA.</strong><a href="#_ftn3">[3]</a> Ramanuja diz que o mundo é real, e que <em>Maya</em> não existe. Shankara nos exorta a descobrir a Realidade que sustenta o mundo sempre mutável. O que Ramanuja chama de mutabilidade, Shankara classifica como ilusão [<em>maya</em>]. “<em>A diferença é apenas verbal. Ambas levam ao mesmo objetivo.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O SÁBIO MEDITA SOBRE DEUS?</strong><em> </em>“<em>Meditar é pensar, e pensar é relativo ao esquecer. Aquele que esquece Deus deve pensar em Deus. O Sábio nunca esquece Deus, assim como nós nunca esquecemos nós mesmos. Portanto, ele não medita sobre Deus. Mas, como ele nunca esquece Deus, pode-se dizer verdadeiramente que ele está sempre meditando em Deus</em>.”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VISÕES DE DEUS.</strong> Alguém que não tenha estudado os ensinamentos do Sábio, nem as escrituras, formulou uma série de perguntas, uma das quais é a seguinte: “Você já viu Deus?” O Sábio respondeu, rindo suavemente: “<em>Se alguém tivesse aparecido para mim dizendo: ‘Eu sou Siva’, ou ‘Sou Rama’ ou ‘Sou Krishna’, eu poderia saber que tinha visto tal pessoa. Mas ninguém apareceu para mim, dizendo quem era.</em>” A resposta estava de acordo com a ignorância do inquiridor. Deus, que é o Eu Real, não tem forma, e não pode ser visto como um objeto. Em outra ocasião, quando perguntaram ao Sábio sobre “ver Deus em todas as coisas” – que é uma prática prescrita na sabedoria sagrada –, ele respondeu: “<em>Ver objetos e conceber Deus neles são processos mentais. Mas isso não é ver Deus, porque Ele está dentro”. </em>A expressão “ver Deus em todas as coisas” significa a compreensão de que Deus é a Realidade na qual a manifestação do mundo é sobreposta. Isso se chama <em>pravilapa drishti</em> – lembrando a Verdade que subjaz à variedade – e é recomendado pelo Sábio como meio de purificar e fortalecer a mente.</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>POR QUE AS ESCRITURAS NÃO NOS DIZEM O QUE É O SER?</strong><em> </em>“<em>Tudo que precisamos fazer para encontrarmos o Ser é remover os não eu, os revestimentos. Um homem em dúvida quanto ao que ele é dirige-se a alguém e lhe pergunta. Este lhe diz que ele não é uma árvore, nem uma vaca, e assim por diante, deixando evidente que ele não é outra coisa senão um homem. Se o sujeito não ficar satisfeito e perguntar: “Você não me disse o que sou”, a resposta será: “Eu não lhe disse que você não era um homem.” Se até mesmo assim ele não puder entender que é um homem, será inútil dizer-lhe. Dessa forma, [as escrituras] também nos dizem o que nós não somos, de modo que pela eliminação de tudo isso, encontraremos o Remanescente, o Eu Real.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>COMO EMPREENDER A BUSCA “QUEM SOU EU?”</strong><em> </em>“<em>A forma é subjetiva, não objetiva, de modo que não pode e nem precisa ser mostrada por outrem. Alguém precisa lhe mostrar o interior de sua própria casa? Se o buscador conservar sua mente imóvel, isso será suficiente.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RESPOSTA À PERGUNTA “QUEM SOU EU?”</strong><em> </em>“<em>Uma resposta que surge na mente e através dela, não é resposta, em absoluto</em>.” A resposta é o Estado sem ego.</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O QUE É CONHECIMENTO DIRETO?</strong><em> </em>“<em>As pessoas supõem que não existe Consciência separada dos pensamentos da mente. Portanto, pensam que só a percepção dos sentidos é conhecimento direto. Mas os objetos dos sentidos não se manifestam por si sós. Logo, a percepção sensorial não é conhecimento direto. O Ser existe por si mesmo e, por isso, o conhecimento do Ser é direto. Mas se perguntarmos às pessoas ‘Por acaso o Ser não é visto diretamente sem o intermédio de qualquer agente?’ elas não entendem, porque o puro Eu não lhes aparece com uma forma.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A VIDA ETERNA.</strong><em> </em>“<em>Esquecer o Ser é morte; lembrá-Lo é Vida. Você deseja a vida eterna. Por quê? Porque a vida presente (na relatividade) é insuportável. Por que é assim? Porque ela não é a sua Natureza real. Na verdade, você é o Espírito puro; mas você o identifica com um corpo, que é uma projeção da mente, um pensamento transformado em objeto. E a mente, por sua vez, originou-se do puro Espírito. A simples mudança de corpo não adianta, porque simplesmente há uma transferência do ego para o novo corpo. Além disso, o que é Vida? É Existência (como Consciência), e isso é Você mesmo. Isso é verdadeira vida, e Ela é eterna (além do tempo). A vida no corpo é vida condicionada. Mas você é Vida Incondicional. Você recuperará sua verdadeira natureza como Vida não condicionada quando a ideia ‘eu sou o corpo’ cessar.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>HÁ GRAUS DE REALIDADE?</strong><em> “Pode haver graus de experiência da Realidade – decorrentes do quanto nos libertamos de pensamentos – mas não há graus de Realidade.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PODEMOS PERDER O SER?</strong><em> </em>Disse alguém: “A Bíblia declara que a alma pode ser perdida”. O Sábio então observou: “<em>O ego pode (e deve) ser perdido, mas o Ser nunca.</em>” “<em>O sofrimento é devido ao grande número de pensamentos discordantes que reinam na mente. Se todos os pensamentos forem substituídos por um único pensamento, não haverá infortúnios. Então o sentimento de ser o agente das ações e a consequente expectativa dos resultados dessas ações cessarão.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A GÊNESE DO PRAZER. </strong>“<em>Quando um pensamento ocupa toda a mente, ele exclui todos os outros pensamentos. Então, esse pensamento único também desaparece no Ser, e a Bem-Aventurança se manifesta como prazer. Mas essa manifestação está no anandamaya</em><a href="#_ftn1">[4]</a><em>. A perfeita Bem-Aventurança só é alcançada quando todos os revestimentos são retirados.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IDENTIDADE ENTRE DEUS E O SER.</strong> “<em>Se Deus fosse diferente do Ser, então Ele não possuiria um Ser, o que é absurdo.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O VERDADEIRO ESTADO.</strong> “<em>Seu dever é simplesmente SER, e não ser isso ou ser aquilo. Quando o eu sai pela tangente, dizendo ‘eu sou isto’, é egoísmo, ignorância. Quando brilha como o puro ‘EU’ é o Ser</em>.”</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><span style="font-family: monospace;"> </span></p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1">[1]</a> O episódio aqui se refere a um relato muito conhecido no livro <em>Bhagavad Gita</em>. [N.T.]</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref2">[2]</a> Montanha de Arunachala [N.T.]</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref3">[3]</a> Shankara foi o codificador do <em>Advaita Vedanta</em>, doutrina hindu da não dualidade, baseada nos <em>Upanishads</em>; já Ramanuja advoga a doutrina da “Não Dualidade Qualificada”. [N.T.]</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1">[4]</a> O revestimento mais sutil que oculta o Ser. [N.T.]</p>
<p style="text-align: justify;"><code> </code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2011/06/19/maha-yoga-parte-iii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Permaneça com seu Ser &#8211; Parte II</title>
		<link>http://advaita.com.br/2011/03/27/permaneca-com-seu-ser-parte-ii/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2011/03/27/permaneca-com-seu-ser-parte-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2011 22:35:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Nisargadatta Maharaj]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[buda]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[determinação]]></category>
		<category><![CDATA[discernimento]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[egoismo]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[idendificação]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[ilusão]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[mooji]]></category>
		<category><![CDATA[nisargadatta]]></category>
		<category><![CDATA[quem sou eu]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[sadhana]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[Ser]]></category>
		<category><![CDATA[testemunhar]]></category>
		<category><![CDATA[universo]]></category>
		<category><![CDATA[upanishads]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[viveka]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>
		<category><![CDATA[yogi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1683</guid>
		<description><![CDATA[Trechos do livro "Eu Sou Aquilo" de Sri Nisargadatta Maharaj que tratam da prática espiritual.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br />
</code></p>
<h1 style="text-align: center;">Permaneça com seu Ser</h1>
<h3 style="text-align: center;">Parte II</h3>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Hindu_Nisargadatta_Maharaj_standing_outside_smaller.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1688" title="Hindu_Nisargadatta_Maharaj_standing_outside_smaller" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Hindu_Nisargadatta_Maharaj_standing_outside_smaller.jpg" alt="" width="307" height="353" /></a></p>
<p><code><br />
</code></p>
<p>Este é o segundo post da série <em>Permaneça com seu Ser</em>. Veja o <a href="http://advaita.com.br/2011/02/20/permaneca-com-seu-ser/">primeiro</a>.</p>
<p style="text-align: center;">************************************************************************</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pergunta:</strong> Como se alcança isto?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nisargadatta:</strong> A ausência de desejo e de medo o levará lá.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">O Supremo é o mais fácil de se alcançar pois é o seu próprio ser. É suficiente não desejar nem pensar em nada que não o Supremo.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">É a falsidade que é difícil e que é fonte de problemas. Ela sempre quer, espera, exige. Sendo falsa, é vazia, sempre em busca de confirmação e reconfirmação. Tem medo da inquirição e a evita; identifica-se com qualquer apoio, por mais fraco e momentâneo que seja. O que quer que consiga, perde, e pede mais.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nisargadatta:</strong> Mesmo que eu lhe diga que você é a testemunha, o observador silencioso, isto não significará nada para você a menos que encontre o caminho para seu próprio ser.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pergunta:</strong> Minha pergunta é: Como encontrar o caminho para o próprio ser?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nisargadatta:</strong> Desista de todas as perguntas, exceto “Quem sou eu?” Pois, afinal, o único fato do qual você tem certeza é que você é. O “Eu sou” é certo. O “eu sou isto” não é.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Esforce-se para encontrar o que você é na realidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Lembrar-se de si mesmo é virtude, esquecer de si mesmo é pecado.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">O procedimento correto é aderir ao pensamento de que você é o campo de todo conhecimento, a Consciência imutável e perene de tudo o que acontece aos sentidos e à mente. A ideia “Eu sou apenas a testemunha” purificará o corpo e a mente e abrirá o olho da sabedoria. O homem vai além da ilusão e seu coração se liberta de todos os desejos.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Por sua própria natureza, o prazer é limitado e transitório. Da dor o desejo  nasce, na dor ele busca realização e termina na dor da frustração e do desespero. A dor é o pano de fundo do prazer, toda busca de prazer nasce na dor e termina na dor.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Discriminar e descartar (<em>viveka-vairagya</em>) são absolutamente necessários. Tudo deve ser examinado cuidadosamente e o desnecessário deve ser impiedosamente destruído.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Acredite-me, não poderá haver destruição demais. Pois na realidade nada tem valor. Seja apaixonadamente desapaixonado – isto é tudo.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Quando, através da prática da discriminação e desapego (<em>viveka-vairagya</em>), você perder de vista os estados sensorial e mental, o puro ser emergirá como o estado natural.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Para conhecer o mundo você se esquece do Ser – para conhecer o Ser, você se esquece do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">O que é o mundo, afinal? Uma coleção de memórias. Agarre-se ao que importa, segure-se no “Eu sou” e abra mão de todo o resto. Isto é <em>sadhana</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Esteja plenamente consciente de seu próprio ser e você estará na bem-aventurança conscientemente. É porque você dirige sua mente para fora de si mesmo e fixa naquilo que você não é, que você perde seu senso de bem estar, de estar bem.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Como sabe, a personalidade é apenas um obstáculo. A autoidentificação com o corpo pode ser boa para uma criança, mas crescer verdadeiramente depende de tirar o corpo do caminho ( ir além do corpo). Normalmente, a pessoa deveria superar em relação aos desejos do corpo cedo na vida. Mesmo o Boghi, que não recusa prazeres, não precisa ansiar por aquilo que ele já experimentou. Hábito, desejo pela repetição, frustra tanto o Yogi quanto o Boghi.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Existem tantos que tomam o alvorecer pelo meio dia, uma experiência momentânea pela plena realização e destroem até mesmo o pouco que tinham conseguido, por excesso de orgulho. A humildade e o silêncio são essenciais para um <em>sadhaka</em> [buscador], por mais avançado que seja. Apenas um <em>jnani</em> [iluminado] plenamente amadurecido pode permitir-se completa espontaneidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Seja atento, investigue incessantemente. Isto é tudo.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Com certeza, seja egoísta – da maneira certa. Deseje estar bem, trabalhe no que é bom para você. Destrua tudo o que se coloca entre você e a felicidade. Seja tudo – ame tudo – seja feliz – faça feliz.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">A memória é material – destrutível, perecível, transitória. Sobre tais frágeis fundações construímos um sentido de existência pessoal – vago, intermitente, onírico. Essa vaga persuasão: “Eu sou isto e isto” obscurece o estado imutável da Pura Consciência e nos faz acreditar que nascemos para sofrer e morrer.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">A liberdade para fazer o que se quer é, na realidade, escravidão, enquanto ser livre para fazer o deve, o que é correto, é a real liberdade.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo o que você tem a fazer é ver o sonho como sonho.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Seja qual for o nome que dê a isso: vontade, firme propósito, ou mente  focada, você retorna à seriedade, sinceridade, honestidade. Quando você é intensamente sério, você faz uso de cada acontecimento, cada segundo de sua vida ao seu propósito. Você não desperdiça tempo e energia em outras coisas. É totalmente dedicado, chame a isto vontade, amor ou total  honestidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Encontre o permanente no efêmero, o único fator constante em cada experiência.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Nada pode bloqueá-lo mais que as concessões, pois elas mostram a falta de seriedade, sem a qual nada pode ser feito.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Comece desassociando-se de sua mente. Resolutamente lembre-se que você não é a mente e que os problemas dela não são seus.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Dê sua total atenção ao que é mais importante em sua vida – você mesmo. Do seu universo pessoal, você é o centro – sem conhecer o centro, o que mais você pode conhecer?</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Para ir além da mente, você deve manter sua mente em perfeita ordem. Você não pode deixar uma bagunça para trás e seguir em frente. A confusão vai lhe puxar. “Recolha seu lixo” parece ser uma Lei Universal. E uma lei justa também.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Apenas lembre-se de você mesmo. “Eu sou” é suficiente para curar sua mente e levá-lo além. Apenas confie um pouco.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Se quiser conhecer sua verdadeira natureza, deve ter a si mesmo em mente todo o tempo, até que o segredo de seu ser seja revelado.</p>
<p><code><br />
</code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2011/03/27/permaneca-com-seu-ser-parte-ii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Permaneça com seu Ser &#8211; Parte I</title>
		<link>http://advaita.com.br/2011/02/20/permaneca-com-seu-ser/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2011/02/20/permaneca-com-seu-ser/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 17:59:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Nisargadatta Maharaj]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[atenção]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[eu sou]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[maharaj]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[nisargadatta]]></category>
		<category><![CDATA[papaji]]></category>
		<category><![CDATA[paz]]></category>
		<category><![CDATA[prazer]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[sinceridade]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1666</guid>
		<description><![CDATA[Trechos do livro "Eu Sou Aquilo" de Sri Nisargadatta Maharaj que tratam da prática espiritual.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;"><code><br />
</code></h1>
<h1 style="text-align: center;">Permaneça com seu Ser</h1>
<h3 style="text-align: center;">Parte I</h3>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: center;"><code><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/02/Hindu-Nisargadatta_Maharaj_younger_sitting_bare-chested_leopard_skin.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1672" title="Hindu--Nisargadatta_Maharaj_younger_sitting_bare-chested_leopard_skin" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2011/02/Hindu-Nisargadatta_Maharaj_younger_sitting_bare-chested_leopard_skin.jpg" alt="" width="375" height="446" /></a><br />
</code></p>
<h3 style="text-align: center;">Luzes de Nisargadatta Maharaj sobre a prática espiritual</h3>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Os ensinamentos abaixo foram retirados do principal livro de Nisargadatta Maharaj, <em>I Am That </em>(o qual já foi <a href="http://advaita.com.br/nisargadatta-maharaj/livro-em-portugues/" target="_blank">traduzido para o português</a>, mas os trechos abaixo foram traduzidos por nós com base no original em inglês), e tem como foco a prática espiritual. Como os ensinamentos eram numerosos, revolvemos dividir em mais de um <em>post</em>, sendo este o primeiro da série.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: center;">******************************************************************</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Aprofunde na percepção do “Eu Sou” e você encontrará. Como se encontra algo que você ignora ou se esqueceu?  Você o mantém em mente até se lembrar. A percepção de ser, do “Eu sou” é a primeira a emergir. Pergunte-se de onde ela vem ou apenas observe-a em silêncio. Quando a mente permanece no “Eu sou”, sem se mover, você entra em um estado que não pode ser verbalizado mas pode ser experienciado. Tudo o que você precisa fazer é tentar e tentar novamente.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Eu vejo o que você também poderia ver, aqui e agora, se não fosse o foco errôneo de sua atenção. Você não dá atenção ao Ser. Sua mente está sempre com coisas, pessoas e ideias, nunca com seu Eu. Traga seu Eu para o foco, torne-se consciente de sua própria existência. Veja como você funciona, observe os motivos e resultados de suas ações. Estude a prisão que você construiu ao redor de si mesmo, inadvertidamente.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Olhe para a rede [o mundo pessoal de cada um] e para suas muitas contradições. Você faz e desfaz a cada passo. Quer paz, amor, felicidade e trabalha arduamente para criar dor, ódio e guerra. Quer viver muito e se empanturra, quer amizade e explora. Veja sua rede como composta de tais contradições e remova-as – o seu próprio ver os fará ir embora.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Como você parte para achar algo? Mantendo sua mente e coração naquilo. Deve haver interesse e constante lembrança. Lembrar-se do que precisa ser lembrado é o segredo do sucesso. Você consegue isso através da seriedade de intenção.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Inicialmente, dê o primeiro passo. Todas as bênçãos vêm de dentro. Volte-se para dentro. O “Eu sou” você conhece. Fique com isto todo o tempo que puder, até que você sempre volte a isso espontaneamente. Não existe caminho mais fácil ou simples.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Somos escravos daquilo que não conhecemos; do que conhecemos, somos senhores. Quaisquer vícios ou fraquezas em nós que conhecemos, descobrimos e entendemos suas causas e seus mecanismos, nós os superamos pelo próprio saber; o inconsciente se dissolve quando trazido à consciência. A dissolução do inconsciente libera energia; a mente sente-se adequada e torna-se quieta.</p>
<p><span style="font-family: monospace;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">Recuse todos os pensamentos, exceto um: o pensamento “Eu sou!”. A mente vai se rebelar no começo mas, com paciência e perseverança, ela vai ceder e permanecer quieta.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Esteja alerta. Questione, observe, investigue, aprenda tudo o que puder sobre a confusão, como isso opera, o que faz para você e para os outros. Ao ter clareza sobre  a confusão você se liberta dela.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Eliminando os intervalos de desatenção durante as horas de vigília, você vai gradualmente eliminar o longo intervalo de inconsciência que chama de sono. Você estará consciente que está adormecido.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nisargadatta: </strong>Desapegue-se de tudo aquilo que deixa sua mente inquieta. Renuncie a tudo o que perturba a sua paz. Se você quer paz, mereça-a.<br />
<strong> Pergunta:</strong> De que forma eu perturbo a paz?<br />
<strong> Nisargadatta: </strong>Ao ser um escravo de seus desejos e medos.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Pense clara e profundamente, mergulhe na estrutura de seus desejos e suas ramificações. Eles são uma das partes mais importantes na sua composição mental e emocional e afetam suas ações poderosamente.<br />
Lembre-se, você não pode abandonar o que não conhece. Para ir além de si mesmo, você deve conhecer a si mesmo.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Você deve se observar continuamente – em particular a sua mente – de momento a momento, sem perder nada. Este testemunho é essencial para a separação do Eu e do não Eu.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Já que é a Pura Consciência que faz a consciência ser possível, existe Pura Consciência em cada estado de consciência. Portanto, a própria consciência de ser consciente já é um movimento dentro da Pura Consciência. O interesse em seu fluxo de consciência leva-o para Pura Consciência.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Quando você entende que nomes e formas são conchas vazias sem qualquer conteúdo e o que é real é sem nome e forma – é pura energia de vida e luz da consciência – você está em paz, imerso no profundo silêncio da realidade.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Por que não se voltar da experiência para o experienciador, e realizaro verdadeiro significado da única afirmação que você pode fazer: “ Eu sou” ?</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Apenas mantenha em mente o sentimento “Eu sou”, absorva-se nisso, até que sua mente e sentimento tornem-se um. Tentando repetidamente você vai se deparar com o equilíbrio correto entre atenção e sentimento e sua mente estará firmemente estabelecida no pensamento-sentimento “Eu sou”.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Você pode começar com trabalho desinteressado, abandonando o fruto de suas ações; então pode desistir dos pensamentos e, finalmente, de todos os desejos. Aqui, <strong>desistir</strong> (<em>tyaga</em>) é o fator operacional.<br />
Ou você pode não se importar com as coisas que quer, pensa, faz, e apenas permanecer estabelecido no pensamento e sentimento “Eu sou”, focalizando “Eu sou” firmemente em sua mente. Todo tipo de experiência pode lhe acontecer – permaneça imóvel no conhecimento de que tudo o que é perceptível é transitório e apenas o “Eu sou” permanece.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pergunta:</strong> Quando olho para dentro de mim, encontro sensações e percepções, pensamentos e sentimentos, desejos e medos, memórias e expectativas. Estou imerso nesta nuvem e não consigo ver nada mais.<br />
<strong> Nisargadatta: </strong>Aquele que vê tudo isso, e o nada também, é o mestre interno. Apenas ele existe; todo o resto apenas parece existir. Ele é seu próprio ser (<em>swarupa</em>), sua esperança e garantia de liberdade; encontre-o e agarre-se a ele e você será salvo e estará seguro.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Ver o falso como falso é meditação. Isto deve ser contínuo, o tempo todo.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Posso falar-lhe sobre mim. Eu era um homem simples, mas confiei em meu Guru. O que ele me disse para fazer, eu fiz. Ele disse que me concentrasse no “Eu sou” – assim o fiz. Ele me disse que eu estou além de tudo o que é perceptível e concebível – eu acreditei. Dei a ele meu coração e minha alma, minha completa atenção e todo meu tempo disponível (eu tinha que trabalhar para manter minha família). Como resultado da fé e esforço dedicado, eu  realizei o Ser (<em>swarupa</em>) em três anos.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Estabeleça-se na  consciência de “Eu sou”. Este é o começo e também o fim de todo o esforço.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Para saber o que você é, você deve primeiro saber e investigar o que você não é. E para saber o que você não é, você deve observar-se cuidadosamente, rejeitando tudo o que necessariamente não combina com o fato básico “Eu sou”.<br />
Nossa atitude comum é “Eu sou isso”. Separe consistente e perseverantemente  o “eu sou” do “isto” e do “aquilo”, e tente sentir o que significa ser, apenas ser, sem ser “isto” ou “aquilo”. Todos os nossos hábitos vão contra isto e a tarefa  de lutar contra eles é longa e árdua às vezes, mas o entendimento esclarecido ajuda muito. Quanto mais claramente você entender  que no nível da mente você pode ser descrito apenas em termos negativos, mais rapidamente chegará ao fim de sua busca e realizará seu ser ilimitado.</p>
<p><code><br />
</code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2011/02/20/permaneca-com-seu-ser/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maha Yoga &#8211; Parte II</title>
		<link>http://advaita.com.br/2011/02/04/maha-yoga-parte-ii/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2011/02/04/maha-yoga-parte-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 14:42:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ramana Maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[alma]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[devoção]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[maha yoga]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[mooji]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[oriente]]></category>
		<category><![CDATA[ramana maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
		<category><![CDATA[religiões]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[samadhi]]></category>
		<category><![CDATA[sofrimento]]></category>
		<category><![CDATA[upanishads]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1659</guid>
		<description><![CDATA[Trechos de ensinamentos de Sri Ramana Maharshi tirados do livro Maha Yoga.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br />
</code></p>
<h1 style="text-align: center;">A Maha Yoga de Sri Ramana</h1>
<h3 style="text-align: center;">Parte II</h3>
<p><code><br />
</code></p>
<p><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/12/maha_yoga.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1622" title="maha_yoga" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/12/maha_yoga.jpg" alt="" width="175" height="272" /></a></p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Os trechos a seguir foram retirados do Capítulo XII do livro <em>Maha Yoga</em>, que já foi traduzido pelo Prof. Hermógenes e publicado no Brazil na década de 1950. Fizemos uma nova tradução do texto e há possibilidade de publicação em 2011. Os trechos abaixo são provenientes da nova tradução. Em negrito são os subtítulos colocados pelo autor (<em>K. Lakshmana Sarma</em>) e, entre aspas, os ensinamentos do Maharshi.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: center;">*************************************************************************</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MEDITAÇÃO E CONTROLE MENTAL.</strong><em> </em>“<em>A meditação (</em>dhyana<em>) é uma batalha, pois constitui o esforço de manter-se em um pensamento, excluindo todos os demais. Outros pensamentos surgem e tentam afundar aquele pensamento objeto da meditação; quando este ganha força os outros desaparecem. O controle da respiração (</em>pranayama<em>) é para aquele que não consegue controlar diretamente seus pensamentos; tem a mesma utilidade que um freio tem para um carro. Contudo, não devemos parar com o controle da respiração. Após atingir o objetivo – acalmar a mente inquieta – devemos empreender a prática da concentração. Com o tempo, será possível deixar de lado o controle da respiração; a mente então se aquietará tão logo se tente a meditação. Quando a meditação está bem sedimentada, não mais podemos desistir dela. Continuará automaticamente durante o trabalho, lazer e outras atividades. Continuará até mesmo durante o sono. O meio de se estabelecer na meditação é a própria meditação. Nem o japa (repetição mental de palavras ou frases) nem um voto de silêncio se fazem necessários. Se a pessoa se envolve em atividades mundanas de cunho egoísta, de nada adianta um voto de silêncio. A meditação extingue todos os pensamentos e então só resta a Verdade.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Noutra oportunidade, o Sábio disse: “<em>Quando a cânfora queima, não resta nenhum resíduo. A mente deve ser como a cânfora: deve derreter-se e ser totalmente consumida pela decisão determinada de encontrar e ser o Eu Real. Mediante tal determinação, a Busca ‘Quem Sou Eu?’ se torna eficaz. Quando a mente for assim consumida – quando não restar nenhum vestígio da mente –ter-se-á dissolvido no Ser</em>.”</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo-lhe perguntado como pode alguém encontrar seu <em>Guru</em>, o Sábio respondeu: “Através de intensa meditação.”</p>
<p style="text-align: justify;">As pessoas que procuram resultados específicos da meditação não os conseguem, desencorajam-se, e concluem que a meditação não lhes trouxe proveito. A essas pessoas o Sábio diz: “<em>Não importa nada se esses resultados foram obtidos ou não. <strong>A obtenção da constância é o principal.</strong> É o grande proveito. De qualquer modo, devem confiar em Deus e esperar sem impaciência por sua Graça. A mesma regra se aplica ao </em>japa<em> também; </em>japa<em> feito mesmo uma vez traz proveito, quer a pessoa esteja consciente disso quer não.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns pensam que se deve continuar praticando a meditação, mesmo após a Iluminação. Essa questão é esclarecida da seguinte maneira: “<em>Quando a mente se extingue no Estado sem ego, então nem há concentração nem não-concentração</em>”. Referindo-se à mesma questão, o Sábio disse em outra ocasião: “<em>Quando o Ser é realizado, não é possível nem tentar o samadhi nem abandoná-lo</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">O êxito na meditação vem rapidamente a poucos, e depois de longa prática para os outros. Sobre tal questão o Sábio diz: “<em>As </em>vasanas<em> (propensões ou tendências mentais) impedem a meditação, portanto esta só se torna eficaz através do enfraquecimento progressivo das </em>vasanas<em>. Certas mentes são como a pólvora que pega fogo e se consome imediatamente: outras se assemelham ao carvão, e outras ainda são iguais ao combustível molhado.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">O segredo do controle mental é esclarecido na seguinte resposta: “<em>A mente não pode ser controlada por alguém que julga que ela seja algo que realmente existe; nesse caso, a mente se comporta como um ladrão que finge ser um policial perseguindo o ladrão. Esforços feitos dessa maneira servem apenas para dar um novo alento de vida ao ego e à mente</em>”.  O método adequado é investigar a verdade da mente e do ego, o que leva à Busca.</p>
<p style="text-align: justify;">Em outra ocasião, o Sábio disse: “<em>Pessoas me perguntam como controlar a mente. Eu respondo: ‘Mostre-me a mente’. A mente nada mais é do que uma série de pensamentos. Como pode a mente ser controlada por um daqueles pensamentos, isto é, pelo desejo de controlar a mente? É tolice tentar acabar com a mente através da própria mente; a única maneira é encontrar a Fonte da mente e segurá-La. Então a mente desaparecerá por si só. O Yoga prescreve o </em>chitta-vritti-nirodha<em> (supressão dos pensamentos); eu recomendo </em>Atmanveshana<em> (Busca do Eu), a qual é praticável. A mente é contida [em algumas ocasiões], como no desmaio, ou como resultado do jejum. Mas logo que a causa é removida, a mente revive, isto é, os pensamentos começam a fluir como antes. Há apenas dois modos de controlar a mente: ou buscar a sua Fonte, ou renunciar a mente, deixando que o Poder Supremo a destrua. A entrega é o reconhecimento da existência de um Poder Supremo. Se a mente se recusa a auxiliar na busca da Fonte, deixe-a ir e espere que retorne: então a dirija para o íntimo. Ninguém obtém êxito sem paciente perseverança.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">A meditação com os olhos fixos no espaço entre as sobrancelhas, o Sábio nos adverte, pode resultar em medo. A maneira certa é fixar a mente somente no Ser. Não conduz ao medo.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra coisa que aprendemos é que não pode haver meditação – no sentido usual do termo – no Ser. Meditação é normalmente concebida como pensar em um objeto; isso implica em distinção entre sujeito e objeto e, portanto, não é possível meditação sobre o Ser. O que é chamado meditação nada mais é do que afastar os pensamentos, pelos quais o Ser fica oculto. Quando todos os pensamentos são dissipados, o Ser brilha em Sua Natureza real: permanecer nesse estado é a única meditação do Ser que pode haver. O Sábio, pois, está sempre em meditação, embora possa parecer estar frequentemente envolvido com outras atividades.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>COMO LIDAR COM O SOFRIMENTO.</strong> “<em>Voltando a mente para dentro, vencer a pior das mágoas. O sofrimento só é possível quando consideramos que somos o corpo. Se a forma é transcendida, saberemos que o Ser é eterno – que para ele não existe nem nascimento nem morte. É apenas o corpo que nasce e morre, não o Ser. O corpo é uma criação do ego, que, contudo, nunca é percebido independente do corpo – na verdade, o ego é inseparável do corpo. Devemos considerar que no sono não temos consciência da existência de um corpo; assim, percebemos que o corpo não é real. Ao despertarmos do sono, surge o ego e, depois, os pensamentos. Descubra a quem os pensamentos pertencem. Pergunte de onde se originam. Devem surgir do Ser, que é a Consciência. Compreender essa Verdade, mesmo vagamente, ajuda na extinção do ego; com ela, a Existência infinita é alcançada. Nesse Estado não há indivíduos – apenas o Ser único. Portanto, não há espaço nem mesmo para o pensamento da morte.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Se alguém julga que nasceu, não pode deixar de pensar na morte. Portanto, que ele se questione se realmente nasceu. Então, descobrirá que o Eu Real tem existência eterna, e que o corpo é apenas um pensamento – o primeiro de todos os pensamentos, a raiz de todas as perturbações.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>OS TRÊS ESTADOS DA MENTE. </strong>A mente é alternadamente sujeita a três estados: o estado de sonolência ou inércia, chamado <em>tamas</em>, é o mais baixo; o seguinte, mais elevado, é o de atividade inquieta, chamado <em>rajas</em>; o superior é o de clareza e paz, chamado <em>sattva</em>. O Sábio nos diz que o discípulo não deve lamentar ou lastimar o predomínio dos dois primeiros, mas esperar até que surja o estado de clareza e, então, tirar o maior proveito dele.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A MORTE.</strong> “<em>Na verdade os mortos são felizes, tendo se livrado do pesadelo que é o corpo. Os mortos não sofrem. Os homens temem o sono? Não, procuram-no e preparam-se para ele. O sono é a morte temporária, e a morte nada mais é do que um sono prolongado. Se o homem, enquanto vivo, morrer a morte que não é morte, através da extinção do ego, ele não mais sofrerá pela morte de ninguém. Uma vez que sabemos que existimos continuamente através de todos os três estados – com o corpo e sem o corpo – por que deveríamos desejar a continuação dos grilhões físicos para nós mesmos ou para os outros?</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">“<em>Quando alguém está nos começando a morrer, a respiração se torna difícil. Isso significa que a pessoa se tornou inconsciente do corpo moribundo; a mente logo toma posse de outro corpo e oscila entre os dois, até que o apego se transfira totalmente para o novo corpo. Nesse ínterim, há violentas respirações ocasionais, indicando que a mente hesitantemente retornou ao corpo moribundo. Esse estado de transição da mente é semelhante a um sonho.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>OS ANIMAIS POSSUEM ALMA?</strong><em> </em>O Sábio trata os animais da mesma forma com que trata os seres humanos. Ao falar de um animal usa sempre os termos que usaria para referir-se a um ser humano, “ele” e “ela”<a href="#_ftn1">[1]</a>. Uma vez perguntaram-lhe se os animais não eram inferiores aos homens, e ele respondeu: “<em>Os </em>Upanishads<em> dizem que os homens, enquanto ficarem sujeitos ao ego – ou seja, até se conscientizarem do puro Ser –, não passam de animais. Pode até ser que os homens sejam piores do que os animais.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">Bhagavan também disse que almas muito avançadas podem ter ocupado corpos de animais a fim de viver no ambiente de seu eremitério. Havia, certa vez, quatro cães que viviam lá, e demonstravam muitos sinais de devoção. Por exemplo, quando se lhes oferecia alimento, eles não o tocavam até que o próprio Sábio tivesse sido servido e iniciasse sua refeição. Logo que o Sábio começava a comer, eles também o faziam, mostrando a sua peculiaridade quanto a esse aspecto.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PRÁTICAS DEVOCIONAIS.</strong> “<em>Práticas como o </em>japa<em> e outras semelhantes são preferidas por muitos, por serem mais concretas. Mas o que é mais concreto do que o Ser? Ele está dentro da experiência direta de cada um e de todos, e é experienciado em cada momento. Portanto, o Ser é a única coisa que é incontestavelmente conhecida. Assim sendo, devemos procurá-Lo e achá-Lo, em vez de buscar algo desconhecido – Deus ou o mundo.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SAMADHI E SUA INTERPRETAÇÃO.</strong> “<em>A experiência que São Paulo obteve e que o converteu à fé em Cristo foi realmente uma experiência transcendente ao mundo das formas. Mas, posteriormente, ele a identificou como a visão do Cristo.</em>” Respondendo à objeção de que Paulo tinha sido anteriormente um perseguidor de Cristo, o Sábio disse: “<em>É irrelevante se o predominante tenha sido amor ou ódio; o que importa é que o pensamento de Cristo estava lá. O caso foi semelhante ao de Ravana e outros demônios.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>COMO DEVEMOS AGIR NO MUNDO?</strong> “<em>Devemos agir no mundo como um ator no palco. Em todas as ações há no fundo o Eu Real como princípio sustentador. Lembre-se disso e aja.</em>”</p>
<p><code><br />
</code></p>
<hr size="1" /><a href="#_ftnref1">[1]</a> Enquanto que no Tâmil normalmente se usa o pronome relativo a “coisa” [<em>it</em>, em inglês, N.T.] para se referir a um animal.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2011/02/04/maha-yoga-parte-ii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maha Yoga &#8211; Parte I</title>
		<link>http://advaita.com.br/2010/12/08/maha-yoga-parte-i/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2010/12/08/maha-yoga-parte-i/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 15:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ramana Maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[destino]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[livre-arbítrio]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[pecado]]></category>
		<category><![CDATA[ramana maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
		<category><![CDATA[religiões]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[upanishads]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[vida cotidiana]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1618</guid>
		<description><![CDATA[Trechos de ensinamentos de Sri Ramana Maharshi retirados do livro Maha Yoga.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br />
</code></p>
<h1 style="text-align: center;">A Maha Yoga de Sri Ramana</h1>
<h3 style="text-align: center;">Parte I</h3>
<p><code><br />
</code></p>
<p><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/12/maha_yoga.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1622" title="maha_yoga" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/12/maha_yoga.jpg" alt="" width="175" height="272" /></a></p>
<p><code><br/></code></p>
<p style="text-align: justify;">Os trechos a seguir foram retirados do Capítulo XII do livro <em>Maha Yoga</em>, que já foi traduzido pelo Prof. Hermógenes e publicado no Brazil na década de 1950. Fizemos uma nova tradução do texto e há possibilidade de publicação em 2011. Os trechos abaixo são provenientes da nova tradução. Em negrito são os subtítulos colocados pelo autor (<em>K. Lakshmana Sarma</em>) e, entre aspas, os ensinamentos do Maharshi.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: center;">*************************************************************************</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>COMO CONCILIAR AS IDEIAS DISCORDANTES DE HOMENS DE DIFERENTES RELIGIÕES?</strong> “O objetivo real de todas as religiões é conduzir ao despertar para a Verdade do Ser. Mas a Verdade do Ser é simples demais para a maioria das pessoas. Embora não exista ninguém que não tenha conhecimento do Ser, as pessoas não se interessam em ouvir falar d&#8217;Ele. Julgam que o Ser é de pouco valor. Querem saber de coisas remotas – do céu e do inferno, da reencarnação, e assim por diante. Amam o mistério, e não a verdade plena. E as religiões se adaptam a elas, para que, no final das contas, elas possam voltar ao Ser. Mas por que não procurar encontrar o Ser e habitar Nele imediatamente, sem maiores divagações? Os céus não podem estar separados daquele que os vê ou neles pensa: sua realidade é do mesmo grau que a do ego que deseja chegar até eles; portanto, os céus não existem separados do Ser, que é o céu verdadeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">“Um cristão não ficaria satisfeito a menos que lhe disséssemos que Deus está em algum céu distante, que ele não pode alcançar sem auxílio divino; que somente Cristo conheceu Deus e apenas ele pode levar os homens até Deus. Se lhe disséssemos que “o Reino dos Céus está dentro de você”, ele não entenderia o sentido simples dessa afirmação, mas iria buscar interpretações complexas e artificiais. <em>Somente o espírito maduro pode compreender e aceitar a verdade simples e nua</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">“A divergência entre ensinamentos é apenas aparente, e pode ser resolvida se praticarmos a autoentrega, rendendo-nos a Deus; isso conduzirá ao Ser, ao qual todos voltarão no final, porque Ele é a Verdade. A discordância entre os credos nunca será vencida através do debate de seus méritos, já que o debate é um processo mental. As crenças são mentais – existem apenas na mente, enquanto que a Verdade está além da mente. Portanto, a Verdade não está nos credos.” Por conseguinte não devemos ter muito estima pelos nossos credos.</p>
<p style="text-align: justify;">“O conhecimento sagrado é volumoso, suas diferentes partes adaptando-se às necessidades das diversas espécies de buscadores. Cada buscador sucessivamente transcende porção após porção; aquilo que ele transcende torna-se, então, inútil e até mesmo falso para ele. Por fim, ele o transcende integralmente.”</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PECADO ORIGINAL.</strong> Certa vez perguntaram ao Sábio sobre a doutrina cristã do “pecado original” – segundo a qual todo homem nasce em pecado e só se liberta pela fé em Jesus Cristo. O Maharshi respondeu: “<em>Diz-se que o pecado está no homem, mas não há existência humana no sono; a existência humana surge ao acordar, junto com o pensamento: ‘Eu sou este corpo’. Este pensamento é o verdadeiro pecado original e deve ser removido pela morte do ego, depois da qual não mais surgirá.</em>” E explicou a verdade do cristianismo da seguinte maneira: “<em>O corpo é a cruz; o ego é Jesus, o filho do homem quando é crucificado, e que ressurge como ‘Filho de Deus’, que é o glorioso Eu Real. Devemos perder o ego a fim de viver</em>”. Podemos lembrar aqui que, de acordo com todos os sábios, a vida do ego não é verdadeiramente vida, mas morte.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>HÁ CONHECIMENTO DO SER NO ESTADO SEM EGO?</strong> A verdade sobre o Estado sem ego é transmitida pelo Sábio por meio de negações. “<em>O que se chama Conhecimento do Ser é aquele Estado em que nem pode haver conhecimento nem ignorância, pois o que é comumente considerado conhecimento não é verdadeiro conhecimento</em><a href="file:///E:/1%20-%20SEVA%20(projects)/SITE%20ADVAITA.COM.BR/Ramana/Textos%20em%20Portugu%C3%AAs%20(all%20done)/Maha%20Yoga%20excerpts%20for%20site.doc#_ftn1">[1]</a><em>. O Ser é por si só o verdadeiro Conhecimento, porque brilha por si só – sem nada que possa se tornar objeto de Seu conhecimento ou que possa conhecê-Lo</em>.<em> Devemos compreender que o Ser não é o vácuo.</em>” <a href="file:///E:/1%20-%20SEVA%20(projects)/SITE%20ADVAITA.COM.BR/Ramana/Textos%20em%20Portugu%C3%AAs%20(all%20done)/Maha%20Yoga%20excerpts%20for%20site.doc#_ftn2">[2]</a> Como o Estado sem ego não é descrito para nós em termos positivos, muita gente está sujeita a concluir que não passa de um simples nada ou total aniquilação. Tal erro foi cometido por muitos pretensos seguidores do Iluminado Gautama Buda. Nesse ponto, o Sábio Ramana se acautela para que erro similar não seja feito por aqueles que venham a tornar-se seus discípulos, declarando que esse Estado não é um vácuo.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez que o Sábio está num plano onde não há ignorância nem conhecimento, ele não tem necessidade de apreender coisa alguma. Nem as escrituras sagradas lhe interessam, embora ele as possa ler a fim de explicar seu verdadeiro significado a quem lhe perguntar sobre isso. Assim, podemos compreender a seguinte declaração: “<em>Até mesmo um homem culto deve curvar-se diante de um Sábio analfabeto. O homem analfabeto é simplesmente ignorante. O homem culto é um ignorante com cultura. O Sábio também é ignorante, porque nada existe para ele aprender.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DESTINO OU LIVRE-ARBÍTRIO: QUAL DETERMINA A NOSSA VIDA?</strong> Quem formula essa pergunta espera uma resposta categórica. Deseja saber qual dos dois é o fator decisivo na vida – o destino ou o livre-arbítrio. Em suas obras, o Sábio responde assim: “<em>O debate quanto a qual dos dois – destino ou vontade humana – é mais poderoso, interessa apenas àqueles que ainda não têm iluminação sobre a verdadeira natureza do ego, do qual surgem essas duas ideias.  Aquele que tem esclarecimento sobre isso transcendeu ambos e já não se interessa pela questão</em>”<a href="file:///E:/1%20-%20SEVA%20(projects)/SITE%20ADVAITA.COM.BR/Ramana/Textos%20em%20Portugu%C3%AAs%20(all%20done)/Maha%20Yoga%20excerpts%20for%20site.doc#_ftn3">[3]</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">A um visitante que lhe formulou essa pergunta, o Sábio respondeu: “<em>A resposta a essa pergunta, se eu a desse, seria um tanto difícil de ser compreendida. Contudo, quase todos fazem essa pergunta em algum momento na sua vida. Devemos conhecer a verdade daquele que parece ser afetado, ou não, pelo destino.”</em> Nesse ponto o Sábio evidentemente quis dizer o ego. Como a distinção entre o destino e o livre-arbítrio existe somente para o ego-mente, a verdade da questão é inseparável da verdade sobre o ego, a qual só pode ser compreendida através da Busca. Tendo dito isso, o Sábio continuou explicando o significado real do destino: “<em>O destino tem um começo – uma causa – e essa é a ação, a qual não existe sem livre-arbítrio. Portanto, como o livre-arbítrio é a causa primeira, ele é o fator predominante, e educando o livre-arbítrio podemos conquistar o destino</em>.” Educar o livre-arbítrio significa tomar o processo de autoinvestigação – a Busca ensinada pelo Sábio – ou, alternativamente, entregar-se a Deus enquanto Realidade Única. “<em>O que normalmente se denota por autoconfiança nada mais é do que a confiança no ego, o que fortalece a prisão. Apenas a confiança em Deus é a verdadeira Autoconfiança, porque Deus é o Ser [Eu Real].</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É NECESSÁRIO TER UM GURU?</strong><em> </em>É uma crença comum entre aqueles que tem tendências espirituais que todos que aspiram ao estado de libertação devem no tempo devido encontrar um Guru e apegar-se a ele. Alguém perguntou ao Sábio quanto à validade desta crença. A resposta foi a seguinte: “<em>Enquanto alguém se julgar pequeno – </em>laghu<em> – deve apegar-se ao grande – o </em>Guru<em>. Ele não deve, no entanto, considerar o </em>Guru<em> como uma pessoa. O Sábio é apenas o Eu Real do discípulo. Quando esse Eu Real é alcançado não existe nem </em>Guru<em> nem discípulo.”</em> Essa pergunta surgiu porque o próprio Sábio não teve <em>Guru</em> – pelo menos nenhum <em>Guru </em>exterior. Em outra ocasião o Sábio disse: “<em>Seria necessário um mestre, se alguém precisasse aprender algo novo; mas o caso aqui é desaprender</em>.”</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>COMO SUPERAR AS PREOCUPAÇÕES DA VIDA?</strong><em> </em>Um visitante disse: “Estou sujeito a preocupações sem fim. Para mim não existe paz, embora nada me falte para ser feliz.” O Sábio perguntou: “<em>Essas preocupações o afetam quando você está dormindo?</em>” O visitante admitiu que não. O Sábio lhe fez outra pergunta: “<em>Você é o mesmo homem, ou é diferente daquele que dormiu sem preocupações?</em>” “Sim, eu sou a mesma pessoa.” O Sábio disse: “<em>Então, certamente, essas preocupações não lhe são inerentes. A culpa é sua se você supõe que elas são suas</em>.”</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br/></code></p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="file:///E:/1%20-%20SEVA%20(projects)/SITE%20ADVAITA.COM.BR/Ramana/Textos%20em%20Portugu%C3%AAs%20(all%20done)/Maha%20Yoga%20excerpts%20for%20site.doc#_ftnref1">[1]</a> O conhecimento obtido pela mente e pelos sentidos implica a distinção entre sujeito e objeto, distinção esta que a experiência dos Sábios prova que é ilusória.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="file:///E:/1%20-%20SEVA%20(projects)/SITE%20ADVAITA.COM.BR/Ramana/Textos%20em%20Portugu%C3%AAs%20(all%20done)/Maha%20Yoga%20excerpts%20for%20site.doc#_ftnref2">[2]</a> <em>Ulladu Narpadu</em>, verso 12.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="file:///E:/1%20-%20SEVA%20(projects)/SITE%20ADVAITA.COM.BR/Ramana/Textos%20em%20Portugu%C3%AAs%20(all%20done)/Maha%20Yoga%20excerpts%20for%20site.doc#_ftnref3">[3]</a> <em>Ulladu Narpadu</em>, verso 19.</p>
<p><code><br />
</code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2010/12/08/maha-yoga-parte-i/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Novos vídeos do Mooji, com legenda</title>
		<link>http://advaita.com.br/2010/11/28/novos-videos-do-mooji-com-legenda/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2010/11/28/novos-videos-do-mooji-com-legenda/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Nov 2010 23:55:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Mooji]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[buda]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[legendas]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[mooji]]></category>
		<category><![CDATA[nisargadatta]]></category>
		<category><![CDATA[papaji]]></category>
		<category><![CDATA[ramana maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[upanishads]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1602</guid>
		<description><![CDATA[Novos vídeos do Mooji com legendas em português.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/11/MOOJI-portrait-selection-oct07-10.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1605" title="MOOJI portrait selection oct07-10" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/11/MOOJI-portrait-selection-oct07-10.jpg" alt="" width="398" height="299" /></a></p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Este domingo foi feito o upload de legendas em português em 17 vídeos do Mooji no YouTube. Todos estão incluídos na lista de reprodução <a href="http://www.youtube.com/user/moojiportuguese?feature=mhum#p/c/B962D52B7294D68D" target="_blank">Vídeos com legenda em português</a> do canal moojiportuguese no YouTube.</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo você pode ver os títulos novos e os links para os vídeos. Para mais informações sobre vídeos do Mooji, <a href="http://advaita.com.br/mooji/links-fotos-e-videos/" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você sabe fazer edições de vídeos e gostaria de fazer <a href="http://advaita.com.br/mooji/seva-servico-espiritual/" target="_blank">seva</a>, ajudando a criar novos clips para o YouTube, mande-nos um <a href="mailto:omniraj@gmail.com">email</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Nota: para ativar as legendas, clicar (no caso do filme abaixo), na setinha ao lado de &#8220;360p&#8221;. Nos demais casos, clicar no botão &#8220;cc&#8221;, abaixo do vídeo:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/11/subtitles.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1614" title="subtitles" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/11/subtitles.jpg" alt="" width="298" height="195" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p>******************************************************************************</p>
<p><code><br />
</code></p>
<div style="text-align: center;">
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/4xTKhpty07I?fs=1&amp;hl=en_GB" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/4xTKhpty07I?fs=1&amp;hl=en_GB" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
</div>
<p><code><br />
</code></p>
<p>******************************************************************************</p>
<p><code><br />
</code></p>
<table cellspacing="0" cellpadding="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<td align="left" valign="top">Instruções Diretas (<em>Direct instructions</em>)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=3tB-p9WeRB4">http://www.youtube.com/watch?v=3tB-p9WeRB4</a></p>
<p>O Buda que ri (<em>Laughing Buddha</em>)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=DfvgvDkdG2M">http://www.youtube.com/watch?v=DfvgvDkdG2M</a></p>
<p>Silêncio é o seu nome (<em>Silence is your name</em>)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=fB5s8-T0wR8">http://www.youtube.com/watch?v=fB5s8-T0wR8</a></p>
<p>O Ser não é um acontecimento (<em>The Self   is not an event</em>)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=o-BvLEUIhlw&amp;playnext=1&amp;list=PL0FE753F7FA228CD3&amp;index=17">http://www.youtube.com/watch?v=o-BvLEUIhlw&amp;playnext=1&amp;list=PL0FE753F7FA228CD3&amp;index=17</a></p>
<p><strong>Você   deve ser claro e honesto (</strong><em>You must be clear and   honest</em><strong>)</strong></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=D1VeLa79bjo">http://www.youtube.com/watch?v=D1VeLa79bjo</a><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Sem pernoites (<em>No Sleepovers</em>)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=SKcuo0pkQ3Y">http://www.youtube.com/watch?v=SKcuo0pkQ3Y</a></p>
<p>Por que não nós? (<em>Why not us?</em>)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=wPVw8dE9U2g">http://www.youtube.com/watch?v=wPVw8dE9U2g</a></p>
<p>Deus vê apenas Deus (<em>God sees only God</em>)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=FpP7WNxap98">http://www.youtube.com/watch?v=FpP7WNxap98</a></p>
<p>Detonador para o ego (<em>Detonator for the ego</em>)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=-rfl-uwrmgo">http://www.youtube.com/watch?v=-rfl-uwrmgo</a></p>
<p>O espelho da inquirição (<em>The mirror of enquiry</em>)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=DAg13DfIGK4">http://www.youtube.com/watch?v=DAg13DfIGK4</a></p>
<p>Porta do Absoluto 1 (<em>Door of the Absolute 1</em>)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=cflwDmUtVKg">http://www.youtube.com/watch?v=cflwDmUtVKg</a></p>
<p>Porta do Absoluto 2 (<em>Door of the Absolute 2</em>)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=lnCyhhnF50Y">http://www.youtube.com/watch?v=lnCyhhnF50Y</a></p>
<p><strong>Ninguém quer que você seja livre (</strong><em>Nobody wants you to be free</em><strong>)</strong></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=4xTKhpty07I">http://www.youtube.com/watch?v=4xTKhpty07I</a><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Fora   alguém, dentro… (</strong><em>Outwardly somebody,   inwardly…</em><strong>)</strong></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=QGpJ-IVLyzo">http://www.youtube.com/watch?v=QGpJ-IVLyzo</a><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Verdade é Liberdade (<em>Truth is Freedom</em>)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=xf6G6R0b9pA">http://www.youtube.com/watch?v=xf6G6R0b9pA</a></p>
<p>Café Turco (<em>Turkish Coffee</em>)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=4nDdB00QyJ8">http://www.youtube.com/watch?v=4nDdB00QyJ8</a></p>
<p><strong>Intocável   (</strong><em>Untouchable</em><strong>)</strong></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=5avisg5UZlg">http://www.youtube.com/watch?v=5avisg5UZlg</a><strong> </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><code><br />
</code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2010/11/28/novos-videos-do-mooji-com-legenda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Se você vê escuridão&#8230; &#8211; Papaji</title>
		<link>http://advaita.com.br/2010/11/21/se-voce-ve-escuridao-papaji/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2010/11/21/se-voce-ve-escuridao-papaji/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Nov 2010 21:33:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Papaji]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[escuridão]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[luz]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[papaji]]></category>
		<category><![CDATA[ramana maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1595</guid>
		<description><![CDATA[Papaji nos guia a reconhecer como, não importa o que esteja acontecendo na nossa mente, nós somos sempre a testemunha luminosa e não afetada por nada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br />
</code></p>
<h1 style="text-align: center;">Se você vê escuridão&#8230;</h1>
<h3 style="text-align: center;">Papaji</h3>
<p><code><br />
</code></p>
<p><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Papaji-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1597" title="Papaji 4" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Papaji-4.jpg" alt="" width="180" height="225" /></a></p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Quando Papaji estava em Nova Iorque, em 1986, um homem que tinha muitos problemas psicológicos veio visitar o mestre. Depois de uma longa ladainha de reclamações de parte do visitante, Papaji disse:</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="padding-left: 90px; text-align: justify;"><em> Se você vê escuridão, você mesmo deve ser a luz. A escuridão não pode existir sem luz. O sujeito que vê deve ser diferente do objeto que é visto. Se  escuridão é o objeto, então você mesmo deve ser a luz.</em></p>
<p>Ao ouvir essas palavras, o visitante foi tomado por uma tremenda experiência.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p>[Retirado da biografia do Papaji <em>Nothing Ever Happened</em>, Vol. III, p. 76-8]</p>
<p><code><br/></code></p>
<p style="text-align: center;">********************************</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">No mesmo sentido é o seguinte techo do livro <em>The Truth Is</em>:</p>
<p style="padding-left: 90px; text-align: justify;"><em>Você deve ser luz para ver a escuridão. Você não pode ver escuridão sendo escuridão. Você é o observador da escuridão e a escuridão é o objeto – você é o sujeito. Quando você dá as costas à luz você vê apenas sua sombra, a escuridão. Volte-se para a luz e você verá apenas a luz, e não a sua sombra. Dê as costas à escuridão e volte-se para a luz. A escolha é sua. </em></p>
<p style="padding-left: 90px; text-align: justify;"><em>Se você vê a ilusão, você é Iluminado; mas se você pensa que é iluminado, você está na ilusão!</em> [Risos]<em>. Então descubra que é que vê a escuridão. </em><em>Quem vê a escuridão? Para quem a escuridão é um objeto sendo visto? Descubra agora.</em></p>
<p style="padding-left: 90px; text-align: justify;"><em>Você deve permanecer em Silêncio para descobrir isso; e não fazer esforços. </em><em>Mantenha-se imóvel. Então não existirá mais escuridão. </em><em>Nem mesmo movimento um pensamento acerca da escuridão, na sua mente.</em></p>
<p><code><br />
</code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2010/11/21/se-voce-ve-escuridao-papaji/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nenhuma Sadhana – Papaji</title>
		<link>http://advaita.com.br/2010/10/23/nenhuma-sadhana-papaji/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2010/10/23/nenhuma-sadhana-papaji/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 23 Oct 2010 11:53:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Papaji]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[mooji]]></category>
		<category><![CDATA[não esforço]]></category>
		<category><![CDATA[papaji]]></category>
		<category><![CDATA[prática]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[sadhana]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1401</guid>
		<description><![CDATA[Trecho de uma entrevista de Papaji em que o mestre insiste que a porta para a Realização é o não esforço, o permanecer em Silêncio, e que toda idéia de caminho espiritual é uma postergação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br />
</code></p>
<h1 style="text-align: center;">Nenhuma Sadhana</h1>
<h3 style="text-align: center;">Papaji</h3>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Papaji-looking-straight.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-1402" title="Papaji looking straight" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Papaji-looking-straight.gif" alt="" width="208" height="312" /></a></p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">PAPAJI: Quando o discípulo encontra um mestre realizado e ouve a verdade fundamental, ele será libertado em um só golpe.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ESTUDANTE: E se, apesar de toda sua sinceridade, ele não se tornar livre imediatamente ao ouvir a verdade uma vez?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">PAPAJI: Então talvez na próxima vida. Esta pessoa precisa de mais samsara.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegaremos em casa, agora ou mais tarde. Senão hoje, então amanhã; senão amanhã, então na próxima vida. Mas chegaremos em casa – tal é nosso destino. E quando nos libertarmos perceberemos que nunca houve processo algum; que tudo isso era apenas um conceito. O tempo era um conceito, minha ignorância era um conceito. No fim ele entenderá isto.</p>
<p style="text-align: justify;">O Guru não o fará entender isto. Ninguém pode fazê-lo entender isto. Ele precisa não entender, até que um dia alguma coisa acontecerá a ele.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ESTUDANTE: Mas não existe nada que a pessoa possa fazer para ficar pronta?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">PAPAJI: Isto é postergação. Aquele que diz: “Tenho que me preparar” está iludindo a si mesmo, enganando a si mesmo. Aquilo que pode ser feito amanhã, por que não pode ser feito hoje mesmo?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ESTUDANTE: Então não existe lugar para <em>sadhana</em> [prática espiritual] em seu ensinamento?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">PAPAJI: Não.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ESTUDANTE: Então você não dá nada para seus discípulos? Nada para fazer?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">PAPAJI: Não. Por que dar a eles algo para fazer? Eles têm feito muitas coisas com outros professores. Eu apenas lhes digo: “Nada de esforço. Nada de pensamento. Fique quieto.”</p>
<p style="text-align: justify;">E isto está funcionando! É por isso que pessoas do mundo inteiro estão vindo aqui. Todo professor lhes dá ensinamentos, mas não há resultados. Existem muitos ashrams ao redor do mundo, muitos centros espirituais. As pessoas estão fazendo muitas coisas há muitos anos, mas sem resultados. A mente não está quieta, porque qualquer yoga ou prática espiritual que estejam fazendo, estão fazendo com a mente e o corpo. <em>Sadhana</em> é feita com a mente, mas a mente não pode chegar lá.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">[Trecho retirado da entrevista "Sem ensinamento, sem professor, sem aluno".]</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2010/10/23/nenhuma-sadhana-papaji/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Abra seu próprio livro &#8211; Papaji</title>
		<link>http://advaita.com.br/2010/10/12/abra-seu-proprio-livro-papaji/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2010/10/12/abra-seu-proprio-livro-papaji/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Oct 2010 02:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Papaji]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1391</guid>
		<description><![CDATA[Abra Seu Próprio Livro Papaji Tudo o que você precisa fazer é aquietar a mente. Existem duas maneiras de aquietar a mente: uma é através da inquirição, que é adequada a uma pequena quantidade de pessoas qualificadas; e a outra é através do yoga, que inclui concentração, meditação e outras práticas. Primeiro você precisa da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br />
</code></p>
<h1 style="text-align: center;">Abra Seu Próprio Livro</h1>
<h3 style="text-align: center;">Papaji</h3>
<p><code><br />
</code></p>
<p><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Papaji-with-garlands-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1392" title="Papaji with garlands 2" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Papaji-with-garlands-2.jpg" alt="" width="263" height="192" /></a></p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tudo o que você precisa fazer é aquietar a mente. Existem duas maneiras de aquietar a mente: uma é através da inquirição, que é adequada a uma pequena quantidade de pessoas qualificadas; e a outra é através do yoga, que inclui concentração, meditação e outras práticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro você precisa da capacidade de discernir o real do irreal, para abraçar o que é real e aderir a isso. Rejeite o que é irreal e falso. A fascinação com estudo, karma, peregrinações ou imersões em águas sagradas não irá ajudá-lo. Aprender todos os Vedas, todos os sutras, como um papagaio, não irá ajudá-lo. Nenhum presente, austeridade ou caridade irá ajudá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais importante do que qualquer coisa é o desejo ardente pela liberdade. Isso em si é o suficiente. Se você tem este desejo ardente, você será conduzido ao <em>Satsang</em>. <em>Satsang</em> significa ficar silencioso, aquietar a mente, trazê-la de volta ao centro sempre que ela se exteriorizar. Se não conseguir fazer isso sozinho, então procure um professor aperfeiçoado, porém não cometa nenhum erro.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando você vai às compras, você tem livre escolha sobre o que comprar; você também tem essa mesma liberdade ao selecionar um professor. No supermercado você escolhe, “Eu não quero isto, eu não quero aquilo, isto é bom, aquilo não é bom.” Você tem liberdade de escolha, nenhuma barganha pode ser feita. Sua vida humana e sua iluminação está em uma mão, e desperdiçar sua vida com alguém incompetente para liberar você está na outra.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguém veio a mim dizendo, “Eu fui a muitos professores sem encontrar a iluminação, e finalmente descobri que meu próprio mestre atual não é iluminado. Ele me iniciou e agora está me enchendo com todos os tipos de medos. Ele diz que se você abandonar o professor, você terá que ir ao inferno. Encontrei alguém que me orientou a vir aqui. Estou aqui para ser iluminado. Meu guru é muito amoroso, ele não está escondendo nada de mim; ele me ensina com grande amor. Ele me ensinou todas as escrituras, que agora decorei, mas está me faltando a liberdade. Eu percebi que minha mente não está livre, e não está silenciosa. Mas agora eu sei que estou no caminho certo e que de alguma maneira estou aqui para ajudar meu professor. Após a iluminação, vou iluminar meu professor.” Eu nunca tinha ouvido falar de um estudante determinado a  iluminar seu professor antes!</p>
<p style="text-align: justify;">Se você está pendendo para a liberdade – determinado a ganhar a liberdade nesta vida, este ano, este mês, hoje, agora – você terá que fazer uma escolha. Qualquer coisa irá vir à tona na mente para sabotar você. Encontre as melhores maneiras de aquietar a mente. No instante em que a mente é aquietada, há meditação. A meditação tem que ser ininterrupta, permanente, e não apenas sentar uma hora por dia. Não significa repetir o pensamento “Eu tenho que ser livre.” Significa estar centrado no Ser, que é a única realidade; tudo o mais é falso. É preciso haver uma forte compreensão em sua mente. Não é difícil quando você descobre a habilidade de discernir o que é real do que é irreal. Prazeres dos sentidos podem tentar distraí-lo, as religiões podem prometer prazeres no céu após a morte, mas você terá que abandonar todas essas coisas. Abandone estudar qualquer livro; isso não ajuda. Agora abra seu próprio livro pela primeira vez. Abra seu próprio livro e permaneça em silêncio.</p>
<p><code><br />
</code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2010/10/12/abra-seu-proprio-livro-papaji/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Satsang com Mooji online</title>
		<link>http://advaita.com.br/2010/10/03/satsang-com-mooji-online/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2010/10/03/satsang-com-mooji-online/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 Oct 2010 01:25:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Mooji]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[mooji]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1364</guid>
		<description><![CDATA[Informações sobre Satsang online com Mooji, em 09/10/2010.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br />
</code></p>
<h1 style="text-align: center;">Satsang com Mooji online</h1>
<h4 style="text-align: center;">Sábado, dia 09/10/2010, às 14:00.</h4>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Neste Sábado, dia 09/10/2010, às 14h (horário de Brasília), haverá Satsang com Mooji livestream. A transmissão pode ser vista diretamente no seguinte link: <a href="http://www.mooji.org/livesatsang/" target="_blank">http://www.mooji.org/livesatsang/</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><code><br />
</code></p>
<p>Tradução da citação do Mooji, abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><em>Meu caro, lembre-se:</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Se você olhar para fora, através da mente que conta histórias</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>seu mundo pode parecer instável, claustrofóbico, caótico ou trancado.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Contudo, quando o ver é libertado da identidade</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>projeção, desejo e interpretação,</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>descobre-se que ele está enraizado no espaço e na paz.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Então, está-se vendo com os olhos de Deus</em></p>
<p><code><br />
</code></p>
<p><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Live-Satsang-Mooji.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1365" title="Live Satsang Mooji" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Live-Satsang-Mooji.jpg" alt="" width="600" height="892" /></a></p>
<p><span style="line-height: normal; font-size: small;"><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2010/10/03/satsang-com-mooji-online/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Paz ou Pizza? (Mooji)</title>
		<link>http://advaita.com.br/2010/09/18/paz-ou-pizza-mooji/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2010/09/18/paz-ou-pizza-mooji/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Sep 2010 13:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Mooji]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[apego]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[buda]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[identificação]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[mooji]]></category>
		<category><![CDATA[nisargadatta]]></category>
		<category><![CDATA[papaji]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[ramana maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[upanishads]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1335</guid>
		<description><![CDATA[Nesse Satsang Mooji fala sobre como os pensamentos surgem aleatoriamente, e que são apenas aqueles pensamentos que têm a nossa identificação ou interesse que nos perturbam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<h1 style="text-align: center;">Paz ou Pizza? (Mooji)</h1>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Com-Mooji-em-2009-6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1337" title="Com Mooji em 2009 (6)" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Com-Mooji-em-2009-6.jpg" alt="" width="504" height="378" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p><code><code><br />
</code></code></p>
<p><code><br />
</code></p>
<p><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;">Todos esses seres e os papéis que eles estão desempenhando, em cada momento, estão acontecendo pela vontade Divina. Você vai para qualquer cidade, qualquer vila, qualquer lugar&#8230; é preciso alguns papéis para manter uma vila existindo – como uma padaria, um sapateiro, um alfaiate, um padre, membros da família. E quem é que provoca essas ações? São apenas papéis que aparecem.</p>
<p style="text-align: justify;">Você nesse corpo sente uma urgência, uma atração de se mover em uma direção. Você tem o sentimento de que você tomou essa decisão, mas o anseio veio antes. Apenas quando ele veio para o campo da consciência, então algo diz “eu acho que vou fazer isso”. Antes de um pensamento ocorrer para você, você estava consciente dele? Você solicitou que certo pensamento viesse? Como um item “para levar”?</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, os pensamentos são aleatórios. Você está meditando&#8230; “Paz&#8230;” E então vem “pizza”! [risos] E depois disso, “ah, sim, eu tenho que enviar um email&#8230;” Eles são aleatórios. Mas assim que eles surgem, alguns pensamentos da mesma frequência se juntam e o processo de pensar começa. Na verdade é totalmente automático, mas por causa da identidade de que “isso sou eu”, alguns tipos de pensamentos se tornam sazonais – eles vão continuar voltando – porque eles ganham serviço de cinco estrelas. [risos]</p>
<p style="text-align: justify;">Esses são os pensamentos favoritos – e eu não digo “favoritos” porque você gosta deles, eles podem ser favoritos porque você os odeia. Mas eles têm alguma afinidade com a maneira que você atualmente pensa sobre você mesmo. E então um tipo de construção de identidade surge. Mas isso não é algo fixo, é como um auto-retrato constantemente em mutação. Porque ele surge no campo da mudança. E de alguma forma, aquilo que nós gostamos na esfera da mudança nós gostaríamos de tornar fixo – o que é impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">A natureza do Ser é alegria e paz. Mas quando o ser se esquece de si mesmo, então ele busca paz e alegria fora. Tenta obter isso dos relacionamentos, das atividades, dos pensamentos. Mas esse tipo de alegria não pode durar.</p>
<p style="text-align: justify;">Então primeiro, encontre a si mesmo. Chegue ao completo reconhecimento, à clareza irrefutável, e então você pode desfrutar dessa atividade. Então o amor estará fluindo a partir de você. E quando você vê outros seres, você não se importará nas diferenças das estórias, você vai olhar diretamente para seus seres, e saber que vocês são Um. Isso não é apenas comunicação, mas comunhão.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p>[Trecho retirado do Satsang <em><a href="http://advaita.com.br/mooji/dvds-e-cds/">Simplesmente Feliz</a></em>, ocorrido em São Paulo no dia 11/10/2009 (sessão 2)]</p>
<p><code><br />
</code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2010/09/18/paz-ou-pizza-mooji/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Identifique-se com Aquilo (Papaji)</title>
		<link>http://advaita.com.br/2010/09/10/identifique-se-com-aquilo-papaji/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2010/09/10/identifique-se-com-aquilo-papaji/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 01:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Papaji]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[buda]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[essência]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[ilusão]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[mooji]]></category>
		<category><![CDATA[nome e forma]]></category>
		<category><![CDATA[papaji]]></category>
		<category><![CDATA[ramana maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[renascimento]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[samsara]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[upanishads]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1318</guid>
		<description><![CDATA[Papaji fala sobre as noções que entretemos na ignorância e como já somos Aquilo agora mesmo, encorajando-nos a perceber isso e nos libertar da ilusória prisão do samsara.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br />
</code></p>
<h1 style="text-align: center;">Identifique-se com Aquilo</h1>
<h3 style="text-align: center;">Papaji</h3>
<p><code><br />
</code></p>
<p><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Papaji-laughing.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1320" title="Papaji laughing" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Papaji-laughing.jpg" alt="" width="253" height="199" /></a></p>
<p><code><br />
</code></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Identifique-se com a Consciência Cósmica durante a meditação. Você é <em>Aquilo</em>. Aqui não há diferença. A noção surgiu de que você é um indivíduo separado com uma suprema consciência mais elevada para alcançar, o que não é verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma onda se eleva do oceano e se sente separada da sua fonte, sentindo, portanto, que não é o oceano. Mas deixe que a onda realize sua autoinquirição, “Quem sou eu?” Deixe-a descobrir o lugar de onde ela surgiu. Ela chegará até sua fonte, ao próprio oceano. Sua noção de ser uma onda separada desaparece automaticamente. Um rio deságua no oceano e se torna um com este.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta compreensão surge através da inquirição. Qual é a relação entre um anel e o ouro do qual é feito? Você pode separar o ouro do anel ou o anel do ouro? É impossível. Sem o anel, você não pode ver o ouro, e sem o ouro não pode ver o anel. Abandone o nome (anel), e a forma (redonda). O anel é nome e forma apenas; a substância é o ouro. Quando você remove nome e forma o que resta para ser separado?</p>
<p style="text-align: justify;">Se você sente uma separação entre o meditador e aquele no qual se medita, descubra sua verdadeira identidade e verá que você nunca esteve separado. Você sempre foi a própria Consciência. Através da Consciência você está meditando, através da Consciência está estabelecendo sua separação, e através da Consciência irá estabelecer sua unificação. Isso são noções. Remova a noção de que está limitado. Se esta separação – esta ideia – for removida, você descobrirá que você sempre foi o que é agora. Essas noções, idéias e intenções precisam ser instantaneamente descartadas, e você está aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">É por isso que estamos embaixo de um teto. Esta é uma grande ocasião em que tantas pessoas abençoadas estão reunidas embaixo do mesmo teto à busca da iluminação. Você já passou milhões de anos – alguns dizem 35 milhões de anos – aguardando estar aqui hoje. Antes nunca tinha sido possível para tantos estarem juntos sob o mesmo teto, para ajudar uns aos outros, para remover nossa separação e escravidão, para declarar nossa liberdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Não devemos retornar a este <em>samsara</em> – este ciclo sem fim de nascimento e morte – novamente. Até mesmo <em>samsara</em> é apenas um conceito; não é realmente verdade. Nós apenas falamos sobre isso por conveniência, para fazer você perceber como é importante ganhar a liberdade, ser sábio, ser iluminado agora mesmo. Por isso é sugerido que foi necessário muito tempo. De outra maneira, neste momento, descobrirá que tempo, passado e futuro não existem. Você é o que é mesmo agora. Que problema pode existir nisso?</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p>[Satsang com Papaji em Lucknow, 13 de janeiro de 1992]</p>
<p><code><br />
</code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2010/09/10/identifique-se-com-aquilo-papaji/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mente natural – Mooji</title>
		<link>http://advaita.com.br/2010/09/07/mente-natural-mooji/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2010/09/07/mente-natural-mooji/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 16:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Mooji]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[desapego]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[fogo do autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mente natural]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[mooji]]></category>
		<category><![CDATA[papaji]]></category>
		<category><![CDATA[ramana maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1303</guid>
		<description><![CDATA[Mooji fala sobre a Mente Natural e os obstáculos que surgem quando nós tentamos permanecer no vazio ou investigar a ilusão. A vida não quer nada de nós - e somos nós mesmos que nos beneficiamos de nosso desapego.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code> </code></p>
<h1 style="text-align: center;">Mente Natural (Mooji)</h1>
<p><code> </code></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Mooji-teary.bmp"><img class="aligncenter size-full wp-image-1304" title="Mooji teary" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Mooji-teary.bmp" alt="" width="326" height="248" /></a></p>
<p><code> </code></p>
<p style="text-align: justify;">É completamente natural para a mente e a atenção permanecerem no Vazio. Em certo momento se torna sem esforço. Mas o nosso condicionamento diz: “Ah, mas eu não sei se isso é bom”, “Manter a minha mente tem algumas vantagens&#8230;” Então há alguma confusão, algum medo, porque você está colocando ela no fogo do autoconhecimento, da autorrealização – e esse fogo não vai lhe queimar, ele só vai queimar o que você não é. Mas a mente está dizendo: “Não, eu quero salvar algumas coisas, posso manter isso?”. Mas estar nesse fogo é um estado em que você não está negociando.</p>
<p style="text-align: justify;">A vida não quer nada de você. Quando você dá tudo, é você que se beneficia. Eu não estou querendo dizer que essas coisas estão erradas, não tem nada de errado com elas. É apenas reconhecer os seus apegos. Você pode dar às costas aos apegos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se isso for difícil demais eu mostrarei outro caminho: reconheça os apegos, e descubra quem realmente está apegado. Mas para isso você deve estar muito silencioso. Faça essa pergunta: “Quem está tão apegado?”, ou “Quem é tão perturbado?”. E fique muito silencioso, mas alerta. Não fique pensando.</p>
<p style="text-align: justify;">O que é que vai acontecer?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1303"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes a mente vai ficar muito barulhenta. E muitas pessoas sentem “Ah não, isso é demais, eu vou parar”. Mas você deve ser diferente. Se a mente fizer barulho, você permaneça em silêncio. Não tente parar; não julgue. Não pense: “Ah não, isso não está funcionando, não vai acontecer”. Não diga nada – apenas permaneça em silêncio. Você está lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Permaneça apenas como a Presença, o sentimento de Ser, EU SOU.</p>
<p style="text-align: justify;">Não crie nenhuma imagem sobre quem você é. Não se refira ao passado ou ao futuro. Apenas permaneça com o sentimento de Ser, e deixe tudo mais acontecer. Então você descobrirá algo muito bom&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">[Trecho retirado do Satsang <em><a href="http://advaita.com.br/mooji/dvds-e-cds/" target="_blank">Casa, mas sem endereço</a></em>, ocorrido em Porto Alegre (RS) no dia 26/09/2009.]</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2010/09/07/mente-natural-mooji/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Morte e Renascimento segundo Ramana Maharshi</title>
		<link>http://advaita.com.br/2010/08/21/morte-e-renascimento-segundo-ramana-maharshi/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2010/08/21/morte-e-renascimento-segundo-ramana-maharshi/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 17:17:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ramana Maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[advaita vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[autoinquiricao]]></category>
		<category><![CDATA[buda]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[karma]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[ramana maharshi]]></category>
		<category><![CDATA[reencarnação]]></category>
		<category><![CDATA[renascimento]]></category>
		<category><![CDATA[samsara]]></category>
		<category><![CDATA[sofrimento]]></category>
		<category><![CDATA[upanishads]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1205</guid>
		<description><![CDATA[Ensinamentos de Sri Ramana Maharshi sobre morte, reencarnação, luto e assuntos relacionados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br />
</code></p>
<h1 style="text-align: center;">Morte e Renascimento segundo Ramana Maharshi</h1>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="padding-left: 150px;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Ramana-sentado21.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1466" title="Ramana sentado2" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Ramana-sentado21.jpg" alt="" width="307" height="405" /></a></p>
<p><code><br />
</code></p>
<p>[Trecho de ensinamentos extraídos do livro "<a href="http://advaita.com.br/ramana-maharshi/livros-em-portugues/" target="_blank">Os Ensinamentos de Sri Ramana Maharshi em Suas Próprias Palavras</a>". Os trechos recuados para a direita são os comentários do editor da obra, Arthur Osborne.]</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="padding-left: 150px;">
<p style="text-align: justify; padding-left: 120px;">Em nenhum outro ponto o Bhagavan mostrou mais claramente que a teoria deve ser adaptada ao nível da compreensão do buscador do que quando ele respondia perguntas sobre a morte e renascimento. Para aqueles que eram capazes de compreender a teoria não-dualista em sua forma pura ele apenas explicava que esta pergunta não surge, pois como o ego não tem uma existência real agora, também não o terá após a morte.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">D.: As ações de uma pessoa nesta vida afetam os seus nascimentos futuros?</p>
<p style="text-align: justify;">B.: Você nasceu? Por que você se preocupa com nascimentos futuros? A verdade é que não existe nascimento e nem morte. Que aquele que nasceu pense sobre a morte e outros consolos para ela.</p>
<p style="text-align: justify;">D.: A doutrina Hindu da reencarnação é correta?</p>
<p style="text-align: justify;">B.: Não é possível dar uma resposta definitiva. No Bhagavad Gita, por exemplo, até a presente encarnação é negada.</p>
<p style="text-align: justify;">D.: A nossa personalidade não é sem começo?</p>
<p style="text-align: justify;">B.: Primeiro descubra se ela existe e depois faça a pergunta. Nammalwar diz: “Por ignorância tomei o ego pelo Eu Real, mas com o conhecimento correto [percebemos que] o ego não existe e você permanece como Eu Real.” Tanto os dualistas quanto os não-dualistas concordam que a Auto-Realização é necessária. Primeiro atinja-a e depois faça outras perguntas. Dualismo ou não-dualismo – isso não pode ser resolvido por meio de teorias apenas. Se o Eu Real for realizado, esta pergunta não surgirá.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo o que nasce deve morrer; tudo o que é adquirido será perdido. Você nasceu? [Não,] você existe eternamente. O Eu Real nunca pode ser perdido.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 120px;">O Bhagavan, de fato, desencorajava a preocupação com esses temas metafísicos, já que eles apenas distraem a pessoa do esforço de realizar o Eu Real aqui e agora.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">D.: Dizem que depois da morte temos a escolha de desfrutar dos nossos méritos ou dos nossos deméritos, que depende apenas de nossa escolha. Isto é assim mesmo?</p>
<p style="text-align: justify;">B.: Para que perguntar sobre o que acontece após a morte? Para que perguntar se você nasceu ou não, se você colhe os frutos de seu <em>karma</em> passado ou não? Você não terá essas perguntas daqui a pouco quando estiver dormindo. Por quê? Por acaso você agora é uma pessoa diferente do que era enquanto dormia? Não, você não é. Descubra porque essas perguntas não surgem quando você está dormindo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 120px;">Ocasionalmente, entretanto, o Bhagavan aceitava um ponto de vista menos elevado para aqueles que não podiam ater-se à teoria não-dualista pura.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">B: No <em>Bhagavad Gita</em> Sri Krishna primeiro diz a Arjuna, no Capítulo II, que ninguém nunca nasceu e depois, no Capítulo IV, que “você e eu já passamos por inúmeras encarnações. Eu as conheço mas você não.” Qual dessas declarações é verdadeira? O ensinamento varia de acordo com a compreensão do ouvinte.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Arjuna disse que não iria lutar contra e matar seus parentes e professores para conquistar o reinado, Sri Krishna disse: “Não é que estes, você ou eu, não éramos antes, não somos agora, nem seremos depois. Ninguém nasceu, ninguém morre e não será assim daqui para a frente.” Ele posteriormente desenvolveu este tema, dizendo que ele havia dado instruções ao Sol e, através dele, a <em>Ikshvaku</em>; e Arjuna indagou como isso seria possível já que Krishna havia nascido apenas há alguns anos atrás e eles tinham vivido em eras passadas. Então Krishna entendeu seu ponto de vista e disse: “Sim, você e eu já passamos por inúmeras encarnações. Eu as conheço mas você não.”</p>
<p style="text-align: justify;">Essas declarações parecem contraditórias, mas cada uma é verdadeira de acordo com o ponto de vista do ouvinte. Cristo também disse “Antes de Abraão ser, <em>eu sou</em>.”</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como nos sonhos você acorda depois de várias experiências novas, também depois da morte um novo corpo é encontrado.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como os rios perdem a sua individualidade quando deságuam no oceano – e mesmo assim as águas evaporam e descem como chuva de volta para o rio e depois para o oceano -, os indivíduos também perdem a sua individualidade quando vão dormir mas retornam novamente de acordo com as suas tendências inatas prévias. Similarmente, na morte o ser também não é perdido.</p>
<p style="text-align: justify;">D.: Como isso?</p>
<p style="text-align: justify;">B.: Veja como uma árvore cresce novamente depois de seus galhos serem cortados. Enquanto a fonte da vida não é destruída, ela continua crescendo. Da mesma forma, no momento da morte as tendências latentes retornam ao coração, mas não são destruídas. É assim que os seres renascem.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify; padding-left: 120px;">No entanto, de um ponto de vista mais elevado ele responderia:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Em verdade não existe nem semente nem árvore – existe apenas Ser.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 120px;">Ocasionalmente ele explicava o processo mais detalhadamente, mas sempre com a ressalva de que na verdade só existe o Eu imutável.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">D.: Quanto tempo dura o intervalo entre a morte e o renascimento?</p>
<p style="text-align: justify;">B.: Pode ser longo ou curto, mas o Homem Realizado não passa por isso; ele é absorvido diretamente pelo Ser Infinito, segundo a descrição do <em>Brihad Aranyaka Upanishad</em>. Alguns dizem que, após a morte, aqueles que tomam o caminho da luz não mais renascem, enquanto que aqueles que tomam o caminho da escuridão renascem depois de ter colhido os frutos do seu <em>karma</em> (destino auto-produzido) em seus corpos sutis.</p>
<p style="text-align: justify;">Se os méritos e deméritos de um homem são iguais ele renasce imediatamente na Terra; se os seus méritos superam seus deméritos ele primeiro vai ao céu em seu corpo sutil, já se seus deméritos superam seus méritos ele vai primeiro ao inferno. Mas em ambos os casos ele renasce posteriormente na Terra. Tudo isso é descrito nas escrituras, mas na verdade não existe nem nascimento nem morte; cada um simplesmente permanece como realmente é. Apenas isso é a Verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 120px;">Maharishi nunca aceitou que as diferentes formas de se expressar ou de formular as doutrinas entre as religiões representassem contradições substanciais, já que a Verdade para a qual elas apontam é Uma e Imutável.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">D.: É correta a visão Budista de que não existe uma entidade contínua que funcione como uma alma individual? Ela está de acordo com a doutrina Hindu de um ego que reencarna? A alma é uma entidade contínua que reencarna inúmeras vezes, como prega a doutrina Hindu, ou é um mero conglomerado de tendências mentais, como ensina a Budista?</p>
<p style="text-align: justify;">B.: O Eu Real é contínuo e não é afetado por nada. O ego que reencarna pertence ao plano inferior, o do pensamento. Ele é transcendido pela Auto-Realização.</p>
<p style="text-align: justify;">As reencarnações acontecem devido a um falso desdobramento do Ser, e são por isso negadas pelos Budistas. O estado humano é o resultado de uma junção do insensível e do sensível.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 120px;">Às vezes a questão não era a reencarnação em si, mas sim a dor da perda de um ente querido. Uma senhora que veio do norte da Índia perguntou ao Bhagavan se era possível conhecer o estado póstumo de um indivíduo.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">B.: Sim, é possível, mas para que tentar? Esses fatos são tão irreais quanto a pessoa que os vê.</p>
<p style="text-align: justify;">S.:  O nascimento de uma pessoa e sua vida e morte são reais para nós.</p>
<p style="text-align: justify;">B.: Sim, como você erroneamente se identifica com o corpo você pensa o outro como sendo um corpo também. Mas nem você nem ele são um corpo.</p>
<p style="text-align: justify;">S.: Mas a partir de meu próprio nível de entendimento eu vejo a mim mesma e ao meu filho como reais.</p>
<p style="text-align: justify;">B.: O nascimento do pensamento “eu” é o nascimento da pessoa, e a sua morte é a morte da pessoa. Depois de surgir o pensamento “eu”, a errônea identificação com o corpo também surge. Se você se identifica com o corpo você erroneamente identifica os outros com seus corpos também. Assim como você pensa que o seu corpo nasceu, cresceu e vai morrer, você também pensa que o corpo do outro nasceu, cresceu e morreu. Você pensava sobre o seu filho antes dele nascer? O pensamento veio depois dele nascer, e continua após sua morte. Ele só é o seu filho na medida em que você pensa nele. Para onde ele foi? Para a fonte de onde ele surgiu. Enquanto você continuar existindo ele continua também. Mas se você deixar de se identificar com o corpo e realizar o Eu Real essa confusão desaparecerá. Você é eterna, e descubrirá que os outros também o são. Enquanto isso não for realizado haverá sempre a tristeza e o desgosto, fruto dos falsos valores que são produzidos pelo conhecimento errôneo e pela identificação errônea.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 120px;">Na ocasião da morte do Rei George V dois devotos estavam discutindo o assunto no salão, e pareciam chateados. O Bhagavan disse: “O que importa para vocês quem morre ou o que é perdido? Morram vocês mesmos e se percam, tornando-se assim, com a extinção do ego, um com o Eu de todas as coisas.”</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">E, finalmente, sobre a importância da morte. As religiões em geral dão importância ao estado mental em que a pessoa morre, e a seus últimos pensamentos antes da morte. Mas o Bhagavan alertava as pessoas que é preciso estar bem preparado antes, caso contrário tendências mentais indesejáveis podem surgir com força demais, não podendo ser controladas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">D.: Se eu não puder me iluminar nesta vida, que eu possa pelo menos não esquecer da iluminação no meu leito de morte. Que eu possa ter um vislumbre da Realidade no meu último momento de vida, a fim de ter um bom estado no futuro!</p>
<p style="text-align: justify;">B.: No Capítulo VIII do <em>Bhagavad Gita</em> é dito que o último pensamento de uma pessoa no momento da morte determina o seu próximo nascimento. Mas é necessário experimentar a Realidade agora, nesta vida, a fim de poder experimentá-la no momento da morte. Reflita se este momento é de qualquer maneira diferente do último momento na morte, e tente estar no estado desejado.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2010/08/21/morte-e-renascimento-segundo-ramana-maharshi/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Desista de todas as vasanas &#8211; Papaji</title>
		<link>http://advaita.com.br/2010/08/15/desista-de-todas-as-vasanas-papaji/</link>
		<comments>http://advaita.com.br/2010/08/15/desista-de-todas-as-vasanas-papaji/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 18:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>niraj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Papaji]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[abandonar tudo]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[esforço]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[iluminacao]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[meditacao]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[momento]]></category>
		<category><![CDATA[papaji]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[sadhana]]></category>
		<category><![CDATA[satsang]]></category>
		<category><![CDATA[vasanas]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://advaita.com.br/?p=1101</guid>
		<description><![CDATA[Papaji nos encoraja a abandonar todas as imagens e tendências mentais (vasanas), e ressalta que a Liberdade não é algo difícil, mas é nosso estado natural, e não depende de nada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><br />
</code></p>
<h1 style="text-align: center;">Simplesmente desista de todas as <em>vasanas</em></h1>
<h4 style="text-align: center;"><em>Papaji</em></h4>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Papaji-in-The-Fire-of-Freedom-cover.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1102" title="Papaji in The Fire of Freedom cover" src="http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Papaji-in-The-Fire-of-Freedom-cover.jpg" alt="" width="273" height="185" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: justify;">Liberdade, Amor e Paz serão conquistados instantaneamente tão logo você abandone as vasanas – as impressões do passado que você guardou em sua memória. Se abandonar as vasanas agora mesmo, você poderá ser livre e feliz, ficar em paz e no amor.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode-se viver bem sem vasanas, sem desejos, assim como você vive bem quando tira seu chapéu ou o casaco, sem ter perdido nada. Da mesma forma, se renunciar às vasanas – se você renunciar às tendências do passado – ficará bem e feliz. Não é necessário tempo, isto é tão fácil quanto destacar uma pétala de rosa. Não demanda tempo. Você pode conquistar a liberdade, luz e sabedoria agora – instantaneamente você pode ser livre. Não é necessário um trabalho extenuante. Penitências, austeridades, mesmo meditações – apenas abandone-as. Esta noção de “eu estou preso” deve ser abandonada e instantaneamente você estará livre e feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">Estou muito feliz em ver tantos buscadores da verdade aqui, em um só lugar, com o desejo de ser livre. Isto nunca aconteceu antes. No passado, encontrávamos apenas casos isolados daqueles que encontraram a liberdade. Dois mil anos atrás Siddhartha se tornou o Buda. Ele teve que viajar de professor a professor; ele teve que passar por todos os tipos de austeridades antes de finalmente apenas se sentar sob a árvore bodhi em Bodhgaya e encontrar o silêncio. Nós não temos tempo para fazer tudo isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Este ensinamento é tão simples que nem é um ensinamento. É tão simples quanto destacar uma pétala de uma rosa – é apenas desistir da noção de que você está preso, de que tem que procurar pela liberdade em cavernas ou montanhas ou monastérios. A liberdade é revelada dentro de você mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Um corvo pousou num coqueiro e um coco caiu. Isto não cria um relacionamento entre o coco e o corvo. Você pode atribuir a liberdade à meditação, sadhanas e esforço; mas quando o coco caiu, caiu por ele mesmo, não por causa do corvo que pousou na árvore.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando você alcançar isso, pode atribuir a alguma sadhana, ou a ter estado com o mestre, ou pode atribuir a ir ao Himalaia durante anos   para contemplação ou a longas austeridades e meditações, mas isto não tem nada a ver com estas coisas. É simplesmente uma questão de permanecer em silêncio. Manter-se quieto por apenas um momento, neste momento, e permitir que aconteça. Não interfira. Apenas fique quieto e observe o que acontece. Este é um caminho muito simples para a liberdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Você é livre. A noção de que está preso tem sido empurrada para dentro de sua cabeça por seus pais, sacerdotes,  por sua sociedade. Se você se livrar de tudo isto, instantaneamente vai entender que você é o que sempre foi.  Se desistir de tudo o que leu, ouviu, viu, tocou ou saboreou, libertando-se de todas as noções passadas – o que permanece? Apenas você permanece – aquilo que você sempre foi, o que sempre será e o que é agora.</p>
<p style="text-align: justify;">O exercício, sadhana ou caminho, não é algo para se tomar emprestado do exterior. Apenas mantenha-se em silêncio e você conhecerá a libertação da tristeza e do sofrimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu gostaria que todos tentassem isso e compreendessem.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://advaita.com.br/2010/08/15/desista-de-todas-as-vasanas-papaji/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

