Trecho do Livro “Nada é Tudo” – Sri Nisargadatta Maharaj

Trecho do Livro “Nada é Tudo” – Sri Nisargadatta Maharaj

ENCONTRE A FONTE DO “EU SOU” – 7 de dezembro de 1979

(Trecho do livro “Nada é Tudo – A Quintessência dos Ensinamentos de Sri Nisargadatta Maharaj”, publicado pela Satsang Editora – 2016)

nisargadatta maharaj


Visitante: Qual é a causa da ignorância?
Maharaj: O conhecimento “você é” é o único conhecimento confiável. Mas o homem tem o hábito de coletar conhecimento de cada fonte e carregar o fardo na cabeça. Ele é informado sobre o nascimento e o renascimento. Embora o nascimento não seja sua própria experiência, ele a assume como verdadeira. O conhecimento humano é cheio de conceitos e de imaginação.
V: E a lei do karma? Isto é, temos que sofrer na vida seguinte os efeitos do que fazemos nesta vida.
M: Já que você se considera seu corpo, a lei do karma o afeta. Você até tenta se beneficiar dela. Quando você conhece seu Eu Real como tal, a lei não o afeta.
V: A lei do karma nos assusta.
M: Nosso senso de ser é a qualidade da quinta essência da comida e a forma do material alimentar é assumida por nós como nossa forma. A natureza Eterna não tem senso de ser. Quando o alento vital sai do corpo, este se torna inerte. É como uma chama que se extingue. Será que a chama vai para algum lugar? Quando o corpo cai, não vai a lugar nenhum. No suposto nascimento não há vinda de lugar nenhum. O Eu Real está em todo lugar. Ele não deixa nenhum espaço para viajar até lá.
Quando falo, não falo de nenhum indivíduo específico. Falo da natureza da consciência. O ciclo de criação, sustentação e dissolução continua imperturbado. Nenhum mahatma ou encarnação como Ram ou Krishna podem parar o ciclo. Falo de encarnação. O que havia antes de chamar alguém de encarnado? O que levou a uma pessoa comum mudar para encarnada? Você nunca pensa no que era antes do surgimento do corpo, nem como o conhecimento “Eu Sou”, que não existia, começou a surgir. Você está tão habituado a viver em conceitos que se distrai assistindo a dramas e filmes. Você se perde na imaginação alheia, vazia de qualquer conteúdo. É assim que passa seu valioso tempo. Os conceitos acalentados por um profeta se tornam religião para seus seguidores. Em vez de seguir alguém, descubra como a certeza “Eu Sou”, que depende da respiração, apareceu. Sem ir até a fonte do “Eu Sou”, falar sobre Ishwara e Brahman não tem valor. Todo mundo sabe que “Eu Sou” estava ausente e que de repente surgiu. Agora você sabe que “você é”. Além disso, qual é seu conhecimento? Sua tarefa principal é encontrar a fonte do “Eu Sou”. Veja o exemplo do mundo onírico. Quando o senso de ser aparece no sono profundo, o mundo onírico começa com um novo corpo para você.
(Silêncio.)
M: Não é o mundo onírico nada além de uma criação da consciência?
V: Sim.
M: Enquanto assiste a um sonho, a pessoa esquece que está fora do sonho e que dorme confortavelmente na cama. Na realidade, testemunhar o sonho ocorre sem nenhum envolvimento. No sonho também há identificação com o corpo onírico, que sofre. O mundo onírico parece ser real até acordarmos. Às vezes nos vemos mortos no sonho. O mundo nasce em sua consciência. A consciência de estado de vigília dá surgimento ao mundo de vigília e a consciência onírica ao mundo onírico. Nada existe na ausência da consciência. Significa que sua consciência contém tudo.

 

 

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